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Sweet Stuff

"Who in the world am I? Ah, that's the great puzzle!"

4 dicas para aprender (ou melhorar o conhecimento de) uma língua

Dica nº 1: Alterar idioma dos gadgets (PC, tablet, telemóvel, etc.)

 

Querem aprender uma língua? Então têm de estar em contacto com ela. Uma forma de forçar esse contacto é alterar o idioma dos vários gadgets que possuam para a língua que querem aprender. Assim, vão precisar de entender o que está escrito para executarem determinadas funções. 

 

Imagem de sky, travel, and iphone

 

Dica nº 2: Utilizar o Duolingo (ou outro site/app do género)

 

Já falei do Duolingo aqui no blog. É um site (também tem app) para aprender línguas. Existem várias lições e conforme vamos avançando conseguimos desbloquear as lições seguintes (progressivamente mais avançadas). A mim ajuda-me imenso em termos de vocabulário. 

 

Imagem de blog, blogger, and apps

 

Dica nº3: Imersão na Cultura: Filmes, filmes e filmes

 

O contacto com a cultura da língua que querem aprender (ou aperfeiçoar) é sempre importante. O meu conselho é tentarem ver filmes com legendas na língua que querem aprender, se estiverem a ser falados nessa língua ao mesmo tempo durante o filme melhor. Por exemplo, eu tenho o DVD da Amélie em Francês com legendas em Francês também, caso me escape alguma coisa. Quando começarem a sentir-se mais à vontade podem retirar as legendas e tentar ver se já dominam completamente o idioma. 

 

Imagem de disney, tv, and walt disney

 

Dica nº4: Livros (dos infantis aos calhamaços)

 

Se  estão a aprender Alemão há 3 semanas e querem já conseguir ler Goethe de trás para a frente vão ficar decepcionados. O truque é começar por livros infantis pois têm um vocabulário simples e frases curtas. Se os livros infantis não vos apelam podem sempre tentar ler versões abreviadas (encontram-se várias na net de livros em Inglês, Francês e Alemão, por exemplo) de livros maiores. Existem ainda as versões bilingues com texto lado a lado (ex: uma página em Português, outra em Inglês). 

 

Imagem de book, ocean, and clouds

 

Acharam as dicas úteis? Digam-me que língua gostavam de aprender nos comentários!

O problema das traduções

Há uns tempos atrás fiz uma limpeza cá por casa e desfiz-me de alguns livros que já não queria e/ou precisava. Um deles foi a Crónica do Pássaro de Corda de Haruki Murakami, célebre escritor japonês muito conhecido no Ocidente. Tentei ler este livro duas vezes e não passei da página 50 (tendo em conta que tem mais de 600 não é grande coisa). Não consegui entender por que é que não conseguia prosseguir com a leitura, se já tinha lido outro livro do autor e tinha gostado.

 

Vão vocês dizer "ah mas cada livro é um livro" e é verdade, podia ser o enredo em si que não achava apelativo, mas o problema era mesmo a escrita, não me parecia natural. Pelo título do post já devem ter adivinhado do que é que vim falar: traduções. Todos nós sabemos que uma tradução nunca equivale à experiência de ler o livro no original. No entanto, não sendo poliglota (acho que a maioria de nós não é), se um livro não tiver sido originalmente escrito numa língua que domine, escolho, na maioria das vezes, lê-lo traduzido para Português. 

 

Foi isso que fiz com o livro de Murakami e aconteceu-me aquilo de que vos falei em cima. Como sei que o problema era a tradução? O outro livro que tinha lido do autor era uma tradução inglesa (aprovada e revista pelo próprio) e consistia numa tradução directa do Japonês. A tradução portuguesa, como depois verifiquei, é uma tradução da versão inglesa. Sim, isso mesmo, uma tradução de uma tradução.

 

Antigamente não prestava atenção a estas coisas. Como leitora ingénua julgava que todas as traduções eram directas, mas, de facto, não o são. Autores russos por exemplo, só leio na tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra. Não sou perita alguma nestes assuntos e não quero apontar o dedo a ninguém, mas deixo aqui este alerta para, caso já tenham passado pelo mesmo que eu, não entrarem em pânico. O problema pode não estar no autor, mas sim na tradução. 

Dos livros que salvam vidas

Em 2015 li o The Silver Linings Playbook de Matthew Quick, Na altura, cheguei a fazer uma review aqui no blog e no goodreads sobre como o livro me tocou de uma forma profunda. Hoje, após ler o post da Graziela, pus-me a pensar novamente na importância que a arte tem e na relevância da literatura enquanto forma criadora de empatia, mas também, de salva-vidas.

 

Em entrevistas de emprego digo sempre que o meu maior defeito é o perfeccionismo. Normalmente os empregadores riem-se, julgam que quero ser delicada e utilizar uma resposta "chapa cinco" (desculpem eu sempre ouvi a expressão assim, nem 3 nem 4, mas 5) em vez de referir problemas "a sério". Mas acontece que a obsessão com o perfeccionismo é um problema. Não só na vida laboral (em que, em pouco tempo, nos tornamos em workaholics fora de controlo) como na vida pessoal também. 

 

Este post parece não ser sobre nada, mas já lá chego. Falei de livros e de perfeccionismo. O perfeccionismo é um problema grave - ou, pelo menos na minha vida tem sido - porque é uma ilusão. Toda a gente comete erros. Qual o discente que não entregou a tese sem uma única gralha, ainda que tenha passado horas, dias e semanas a rever o seu trabalho? Qual o condutor que nunca passou num semáforo vermelho por não conseguir travar a tempo? Frases feitas como "ninguém é perfeito" nunca surtiram qualquer efeito em mim e, até hoje, esta ideia de ter de ser perfeita é algo contra o qual luto. Durante este processo, os livros ajudaram-me muito. 

 

Há dois anos, quando tentei explicar aos meus familiares e amigos o que se estava a passar comigo, ninguém me conseguiu entender. Aliás, tudo o que eu dizia parecia soar de forma errada, como se a minha voz estivesse distorcida, tal como num testemunho televisivo. Nunca tinha dado um nome àquilo que estava a sentir (ansiedade, depressão, fosse o que fosse), porque nunca me tinha acontecido nada de grave na vida. Não passava fome, situação financeira estável, ninguém próximo tinha falecido ou estava adoentado, então por que é que eu não estava bem?

 

Ler o diário de Pat e a sua jornada para encontrar o seu final feliz fez-me perceber que as coisas na minha vida (e na minha cabeça) não estavam bem, mas iam melhorar. Sim não sou perfeita, nem nunca vou ser, vou magoar os outros inconscientemente e não preciso de me sentir culpada por isso. Foi uma epifania. Não possuía nenhum exemplo na vida real de alguém que estivesse a passar pelo mesmo, até porque, como já se sabe, falar sobre saúde mental ainda é um tabu. Mesmo assim, ter um "amigo fictício ", com o qual me consegui identificar, confortou-me e ajudou-me a seguir em frente. 

 

Também já aqui falei do Franny and Zooey do Salinger e de como a frase "I am sick of not having the courage to be an absolute nobody" resume tudo aquilo que senti nessa fase, em que colocava pressão em mim mesma para ser perfeita em todas as facetas da minha vida. A filha perfeita, a amiga perfeita, a profissional perfeita. Quis realmente ser uma "zé-ninguém", não ter responsabilidades, não ter de responder a nada, não ter um estatuto ou gerar expectativas. Quis desaparecer.

 

A Franny, o Pat e tantos outros foram meus amigos. Os livros são amigos. Os livros são valiosos, não só porque nos ajudam a criar empatia por alguém em circunstâncias completamente distintas das nossas, como também funcionam como um reflexo daquilo que somos, ou vamos sendo ao longo da vida. Encontramos em papel (ou no ecrã de um e-reader) uma descrição detalhada dos nossos sentimentos, angústias, alegrias e paixões. E também a motivação necessária para ouvir os sábios conselhos que as páginas gentilmente nos sussurram: Vai correr tudo bem. 

 

Imagem de book, read, and quote

ABOUT ME

Sonhadora a tempo inteiro & blogger em part-time. Adora livros, antiguidades e flores na cabeça. Escreve textos pseudo-românticos quando está para aí virada. É fã de dançar ballet na cozinha e cantar no chuveiro. O seu pé direito insiste em ser torto e não há como o emendar. Nunca diz que não a uma chávena de chá.
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