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Sweet Stuff

"Who in the world am I? Ah, that's the great puzzle!"

Hey There Delilah

Tenho cinco trabalhos todos para as próximas duas semanas e tenho levado injecções de gramática de Alemão a torto e a direito. Deixando as desculpas de parte a música de hoje costumo cantar no singstar porque adoro, acho mesmo linda.

  Um rapaz e uma guitarra há algo mais perfeito?

 

 

 

Será Que Sou Só Eu?

Por vezes as pessoas espantam-me. Posso estar a falar com alguém e de repente dizer algo do género " A primeira coisa que tu me disseste quando nos conhecemos foi (...)" ou "Lembraste quando naquela viagem o não-sei-quantos disse isto,isto e aquilo?" "Oh Meu Deus! Como é que te lembras disso?"

Como é que eu me lembro? Mas por que é que eu me haveria de esquecer? Pergunta antes "Como é que tu não te lembras?"

Estas coisas fazem-me impressão. Isto não me aconteceu uma ou duas vezes. Aconteceu-me várias vezes com várias pessoas. Continuo sem conseguir compreender. Por vezes penso que se calhar eu é que sou estranha e que o normal é não lembrar. Talvez o normal seja esquecer. Talvez eu me lembre demais das coisas. Talvez eu as sinta demais. Mas não deixa de ser esquisito. Será que sou só eu? Será que sou só eu que quando penso numa viagem, numa situação ou num acontecimento, vêm-me um rolo de imagens à cabeça e consigo vizualizar as pessoas e as palavras que elas disseram, e sobre o que conversámos e onde estávamos e de que cor estava o céu nesse dia? Será que essas recordações não têm significado para vocês? Ou será que sou eu que tenho uma memória fora do comum? Eu fico muito confusa e perdida com estas situações. Por isso peço-vos uma coisa.

Não me voltem a perguntar: "Como é que te lembras disso?"

Eu lembro-me, ok? Eu simplesmente lembro-me.

 

 

 

De Uma Amiga

Nunca mais falámos. Nunca mais conversámos. Nunca mais dialogámos sobre as coisas, sobre as pessoas, sobre o que está mal ou bem. Nunca mais tivemos aquelas inspirações espontâneas que nos faziam correr pelas escadas abaixo a 312 à hora na procura exaustiva de uma mera esferográfica e um bocado de papel. Nunca mais trocámos livros e não cumprimos o prazo de entrega, mas tu nem te importavas. Nunca mais rabiscámos poemas de António Gedeão. Nunca mais citámos versos do Pessoa, evocando a grande pessoa que ele era. Nunca mais rimos um verdadeiro riso, uma gargalhada descabida que até assustava os vizinhos. Nunca mais nos metemos na floresta durante a noite e nos sentámos geladas só para ouvir o som das rãs. Nunca mais pensámos nos grandes mistérios que nos assombravam aos quais descobrimos juntas as soluções. Nunca mais partilhámos aquelas músicas que ninguém compreendia porque é que as ouvíamos. Nunca mais nos divertimos tanto como naquelas maravilhosas festas de anos que bastava a companhia. Nunca mais fizemos aqueles lanches em que me davas sempre mais outra fatia de bolo de chocolate, mesmo quando eu dizia que já estava cheia. Nunca mais fomos ao armário dos jogos de tabuleiro para tu me explicares pela milionésima vez como é que se jogava xadrez . Nunca mais nada disto aconteceu.

Mas. Não é tarde de mais para dizer, que eu de ti nunca mais me vou esquecer.

 

 

 

Para a Rita, por ter sido muito mais que uma amiga.

 

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ABOUT ME

Sonhadora a tempo inteiro & blogger em part-time. Adora livros, antiguidades e flores na cabeça. Escreve textos pseudo-românticos quando está para aí virada. É fã de dançar ballet na cozinha e cantar no chuveiro. O seu pé direito insiste em ser torto e não há como o emendar. Nunca diz que não a uma chávena de chá.
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