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Sweet Stuff

Neste blog fala-se sobre livros, escrita criativa, ballet para adultos e muito mais.

E se ninguém conseguisse mentir?

E se ninguém conseguisse mentir? Disse ele num sussurro quando estávamos meditando nas escadas do prédio.

 

Estávamos sentados lado a lado, os joelhos roçando um no outro, na inocência dos nossos quinze anos. E agora, ao relembrar-me, chego à velha conclusão que sempre chego, o tempo passou. Meu Deus, como era tudo diferente.

 

Pensei no assunto por uns instantes e questionei-me acerca da origem daquela questão. Tu levantaste um pouco o queixo, semicerraste os olhos e suspiraste.

Sabes, se ninguém conseguisse mentir, toda a gente seria sincera e verdadeira, o que não é necessariamente bom, nem particularmente mau.

E aí tu pedirias para eu explicar e eu explicaria. Eu explicaria que as pessoas não teriam vergonhas, não teriam medos, eu explicaria que elas continuavam a ter duas opções. Elas poderiam dizer a verdade ou poderiam omitir. E tu protestarias e dirias que omitir era tão mau como mentir. E eu confirmaria e diria que sendo assim a alternativa seria dizer a verdade.

 

E qual é a verdade?

Sempre com perguntas difíceis de responder, olhei para o chão por uns momentos, e não tinha resposta. Diz-me tu.

Tossiste levemente e começaste a falar num tom baixo com os olhos postos no infinito.

Todas as sextas sentamo-nos aqui como dois velhos e falamos sobre tudo. E a verdade é que às sextas eu amo-te um pouco mais, estamos aqui sentados e é como se o tempo parasse por um bocado. É sexta-feira e esquecemo-nos da semana que passou e não pensamos que irá haver outra. A vida para e eu quase que desejo que fiquemos presos nestas escadas para sempre.

Se ninguém conseguisse mentir Belle, se a única alternativa fosse dizer a verdade, então, então talvez tu pudesses-me dizer o que eu sei que é verdade, porque só pode ser verdade, talvez tu dissesses, que me amas também.

 

 

Enquanto ajeito as rosas da tua campa, sento-me de pernas cruzadas na relva ainda molhada. Lembraste quando meditávamos nas escadas do prédio?

E se ninguém conseguisse mentir? Era o que tu me perguntavas.

 

Eu inventaria a mentira, por ti. Iria ter contigo às escadas do prédio todos os dias da semana, e quando estivéssemos os dois com os joelhos lado a lado, roçando um no outro, eu encostar-me-ia ao teu ouvido para te sussurrar aquelas palavras que pelo menos num dia eram verdade. As que deviam ser verdade todos os dias.

“Hoje é Sexta-Feira”. 

 

* Este é outro dos textos que fiz para o campeonato de escrita de que vos falei há tempos, o tema desta jornada correspondia ao título deste post. Gostavam de continuar a ver os textos que fiz para este campeonato? :)*                    

Já falta pouco

...para o fim do mês! Mal posso esperar para que Julho comece, Algarve e mais concertos me esperam ( e descanso e praia e livros e filmes).

Cheguei a dizer-vos que fiz voluntariado no Rock in Rio? Pois é, ainda hei de fazer um post contando a experiência, até lá continuo a estudar. Para todos os que se encontram em fase de exames boa sorte! xx

 

Oh, it's a tragedy | via Tumblr

 

Arriscar.

Arriscar. Esta foi a palavra chave que escolhi para 2014.

A verdade é que me apercebi, que são demasiadas as vezes em que o meu medo fala mais alto e me impede de experimentar coisas novas, de mudar e de sair da minha zona de conforto.

Todos nós temos medos, o meu maior medo (dispensando as queridas aranhas) é o medo de falhar. Quando erro, demoro demasiado tempo a desculpar-me, e os "E se tivesse" e "Devia ter" remoem-me a cabeça, fazendo-me sentir culpada e desiludida comigo própria com uma coisa que é tão natural. Errar é humano.

 

 

Já estou para fazer este post há mais de dois meses, entretanto muita coisa aconteceu e decidi que agora era o momento certo para vos contar e partilhar o que se tem passado na minha vida (descansem, não fui presa), eu explico:

 

Como muitos de vocês devem saber, a escrita é aquilo que mais me preenche (já vos oiço a dizer ai meu Deus que lamechice, eu sei, eu sei mas é verdade).

Escrever sempre foi algo que gostei de fazer mas nunca tive confiança se aquilo que eu escrevia seria bom, mau ou assim-assim. Nunca achei que escrevesse realmente bem, mesmo quando as pessoas mo diziam. Até criar o blog.

Criar o Sweet Stuff partiu da minha necessidade de partilhar aquilo que mais me apaixona com o Mundo mas também veio da minha  vontade de escrever, de desabafar, de "deitar tudo cá para fora". E foi o que fiz. Ao longo do tempo fui construíndo cada vez mais a minha confiança em relação à escrita e agora sei que escrever é aquilo quero realmente fazer no futuro, e que consigo fazer, consigo fazer bem. Por isso no início do mês de Fevereiro quando dei de caras com uma publicação no facebook sobre um campeonato de escrita criativa, deixei o medo de lado e inscrevi-me.

 

Sometimes

 

Cada semana os concorrentes tinham um tema para explorar, escrevendo um texto que não ultrapassasse as 400 palavras.

O concurso contou com a participação de 118 pessoas, se mais novas, se mais velhas, não sei dizer. A verdade é que a ideia de ter de escrever sobre algo em específico, de ter de estar inspirada e produzir algo maravilhoso que encantasse os jurados, revelou-se assustadora. 

Mas passados pouco mais de dois meses, posso dizer que ao longo deste campeonato fui aprendendo algumas coisas: que 1. tratava-se de facto de uma competição, que 2. 400 palavras não são nada e talvez a mais importante tenha sido a 3. eu não tenho de agradar os jurados, coisa que ali para o meio me esqueci um bocado. É como se me tivesse esquecido que para mim escrever nunca foi para os outros, foi sempre um acto individualista de pura necessidade (maneira bonita de se dizer se não escrevesse dava em doida). E tudo isto leva a 4. confiança em mim própria.

^•^

Dos 118 concorrentes, fiquei em 12º lugar. Fiquei estupefacta e extremamente feliz.

Mas dizia eu no início deste post que o meu maior medo é falhar, e que arriscar foi o verbo que escolhi para este ano (que vai já a meio meu Deus). Arrisquei. Fiquei em primeiro lugar? Não, não fiquei. Mas estranhamente, desta vez não o vi como um falhanço, não o vi como um "Devia ter feito melhor", desta vez não tinha a ver com uma meta ou um resultado, desta vez foi um redescobrir de mim própria.

Eles dizem sempre que o tempo muda as coisas. Mentira. Nós é que temos de as mudar por nós próprios.

Nós é que temos de arriscar.

 

stripped

Bombay Bicycle Club, é hojeeeee!

Quando anunciaram há uns tempos atrás, apetecia-me chorar por estarem no dia do Justin Timberlake (embora em palcos diferentes, digam-me Senhores o que é que uma coisa tem a ver com a outra?) No entanto, a semana passada, fui surpreendida ao saber que dia 1 de Junho vou estar lá para os ver! EU VOU ESTAR LÁ PARA OS VER! *yeeaaaahhh*

Enquanto a hora não chega ocupo grande parte do meu tempo sonhando com o momento em que irei ver a cara do Jack (e do Jammie e do Ed e do Suren) ao vivo e a cores! *-*

E sim, este post é realmente parvo mas estou só muito feliz.

 

 

 

 

 

SOBRE MIM

Sonhadora a tempo inteiro & blogger em part-time. Adora livros, antiguidades e flores na cabeça. Escreve textos pseudo-românticos quando está para aí virada. É fã de dançar ballet na cozinha e cantar no chuveiro. O seu pé direito insiste em ser torto e não há como o emendar. Nunca diz que não a uma chávena de chá.
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