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Sweet Stuff

"Who in the world am I? Ah, that's the great puzzle!"

Arriscar.

Arriscar. Esta foi a palavra chave que escolhi para 2014.

A verdade é que me apercebi, que são demasiadas as vezes em que o meu medo fala mais alto e me impede de experimentar coisas novas, de mudar e de sair da minha zona de conforto.

Todos nós temos medos, o meu maior medo (dispensando as queridas aranhas) é o medo de falhar. Quando erro, demoro demasiado tempo a desculpar-me, e os "E se tivesse" e "Devia ter" remoem-me a cabeça, fazendo-me sentir culpada e desiludida comigo própria com uma coisa que é tão natural. Errar é humano.

 

 

Já estou para fazer este post há mais de dois meses, entretanto muita coisa aconteceu e decidi que agora era o momento certo para vos contar e partilhar o que se tem passado na minha vida (descansem, não fui presa), eu explico:

 

Como muitos de vocês devem saber, a escrita é aquilo que mais me preenche (já vos oiço a dizer ai meu Deus que lamechice, eu sei, eu sei mas é verdade).

Escrever sempre foi algo que gostei de fazer mas nunca tive confiança se aquilo que eu escrevia seria bom, mau ou assim-assim. Nunca achei que escrevesse realmente bem, mesmo quando as pessoas mo diziam. Até criar o blog.

Criar o Sweet Stuff partiu da minha necessidade de partilhar aquilo que mais me apaixona com o Mundo mas também veio da minha  vontade de escrever, de desabafar, de "deitar tudo cá para fora". E foi o que fiz. Ao longo do tempo fui construíndo cada vez mais a minha confiança em relação à escrita e agora sei que escrever é aquilo quero realmente fazer no futuro, e que consigo fazer, consigo fazer bem. Por isso no início do mês de Fevereiro quando dei de caras com uma publicação no facebook sobre um campeonato de escrita criativa, deixei o medo de lado e inscrevi-me.

 

Sometimes

 

Cada semana os concorrentes tinham um tema para explorar, escrevendo um texto que não ultrapassasse as 400 palavras.

O concurso contou com a participação de 118 pessoas, se mais novas, se mais velhas, não sei dizer. A verdade é que a ideia de ter de escrever sobre algo em específico, de ter de estar inspirada e produzir algo maravilhoso que encantasse os jurados, revelou-se assustadora. 

Mas passados pouco mais de dois meses, posso dizer que ao longo deste campeonato fui aprendendo algumas coisas: que 1. tratava-se de facto de uma competição, que 2. 400 palavras não são nada e talvez a mais importante tenha sido a 3. eu não tenho de agradar os jurados, coisa que ali para o meio me esqueci um bocado. É como se me tivesse esquecido que para mim escrever nunca foi para os outros, foi sempre um acto individualista de pura necessidade (maneira bonita de se dizer se não escrevesse dava em doida). E tudo isto leva a 4. confiança em mim própria.

^•^

Dos 118 concorrentes, fiquei em 12º lugar. Fiquei estupefacta e extremamente feliz.

Mas dizia eu no início deste post que o meu maior medo é falhar, e que arriscar foi o verbo que escolhi para este ano (que vai já a meio meu Deus). Arrisquei. Fiquei em primeiro lugar? Não, não fiquei. Mas estranhamente, desta vez não o vi como um falhanço, não o vi como um "Devia ter feito melhor", desta vez não tinha a ver com uma meta ou um resultado, desta vez foi um redescobrir de mim própria.

Eles dizem sempre que o tempo muda as coisas. Mentira. Nós é que temos de as mudar por nós próprios.

Nós é que temos de arriscar.

 

stripped

ABOUT ME

Sonhadora a tempo inteiro & blogger em part-time. Adora livros, antiguidades e flores na cabeça. Escreve textos pseudo-românticos quando está para aí virada. É fã de dançar ballet na cozinha e cantar no chuveiro. O seu pé direito insiste em ser torto e não há como o emendar. Nunca diz que não a uma chávena de chá.
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