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Sweet Stuff

"Who in the world am I? Ah, that's the great puzzle!"

não quero que tu morras

A ideia de tu desapareceres é assustadora e durante muito tempo achei-a ridícula.

Eu passei metade da minha vida a dizer que não queria que tu morresses, eu passei o tempo todo a tentar evitar uma catástrofe.

Não quero que tu partas.

Não quero que nos deixes.

Deixemo-nos de eufemismos porra, eu só não queria que tu morresses.

 

O pior da morte é que, quando alguém morre, está vivo. E continua vivo nem que seja por um só segundo, pois num dia chuvoso e deprimente aquele colega de trabalho que te conhecia lembra-se que tu morreste.

O pior da morte é que quando alguém morre está vivo, na memória.

 

Eu passei metade da minha vida a tentar evitar a catástrofe, a pedir que não morresses, mas não consegui evitá-la e agora o pior aconteceu.

Morreste e estás vivo.

 

E eu não sei como raio é suposto viver neste limbo de não te poder ter outra vez, como te conheci, nem poder sentir como seria nunca te ter tido de todo. A verdade é que não estou a ser justa, pois a primeira vez que te conheci estava a sonhar com o amor, o que quer que isso seja. Mas bolas, tu sabes o que eu quero dizer. Morreste e estás vivo dentro de mim. Todos os dias. E  eu sei que o pior ainda há de acontecer.

 

Eu queria que tu morresses e estivesses morto por mero alívio. Para apaziguar a dor. No fundo, por mero ego, sim, por mera cobardia e egoísmo. 

Mas, eventualmente, irei esquecer o local onde se encontra cada sarda do teu rosto, a cicatriz que tens atrás do pescoço, de que cor ficavam os teus olhos quando falavas de coisas de que tu gostavas, a maneira como a luz do sol reflectia um pouco mais e eu dizia, porque estava apaixonada e porque era verdade, dizia que os teus olhos brilhavam. 

Um dia eu hei-de me esquecer como os teus olhos brilhavam. 

 

Tu estás morto e vivo, e eu tento me aguentar neste limbo.

Dói.

Mas, mesmo assim, peço-te:

 

Por favor amor, não morras a sério.

Livros, livros, livros

Estes foram os últimos meninos a vir morar cá a casa. O The Night Rainbow e o The Book Thief comprei com desconto no Book Depository. A Sombra do Vento e a Crónica do Pássaro de Corda foram adquiridos na Feira do Livro de Lisboa. Aguarda-me um Verão de muitas (e boas!) leituras :)

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E vocês, o que andam a ler?

un petit peu de Paris | Shakespeare and Co.

Para quem está familiarizado com a trilogia Before Sunrise, não deve ser difícil de reconhecer o local onde a Celine e o Jesse se voltam a encontrar no início do Before Sunset. 

Há muito tempo que queria visitar a Shkespeare and Company. A única livraria em Paris que só vende livros em inglês, é um espaço encantador e mágico, repleto de cor, de histórias e de livros de todos os tamanhos e feitios.Tem uma parte dedicada a livros em 2ª mão e dezenas de estantes com livros novos. Um lugar de passagem obrigatória para os amantes de livros ou simplesmente para quem aprecia coisas bonitas.

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The Silver Linings Playbook | review literária

The Silver Linings Playbook by Matthew Quick
Classificação:
4.5 of 5 stars

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 Este livro, meu Deus, este livro.


First things first: Já tinha visto o filme há uns dois anos e até gostei. Ao contrário de meio mundo, não considero a Jennifer Lawrence o supra-sumo da representação. É boa actriz, claro que sim, mas achei o Oscar tão mal atribuído, quase como que aquelas coisas de ah e tal precisamos de uma nova "America's sweetheart" que seja a Jenn.
Enfim, não quero magoar ninguém, nem sei muito bem se me estou a fazer entender, mas toda a adoração "imposta" à volta da moça dá-me voltas ao estômago.

Mas bem, vamos ao que interessa. O filme para muitas pessoas é algo de fantástico, eu gostei mas achei o final NÃO VOU DAR SPOILER MAS SE FOREM SENSÍVEIS TAPEM LÁ OS OLHOS um bocado cliché e previsível. É giro, mas não achei nada de outro Mundo (e não, não tenho nenhum ódio de de estimação à querida Jennifer deixem-se de coisas).

* PODEM VOLTAR A ABRIR OS OLHOS*

O livro é muito diferente do filme. A Tiffany que está sempre presente no filme, no livro não aparece assim taaantas vezes. A obra funciona mais como um diário do Pat e a sua luta por encontrar o seu "final feliz".


Se gostam de futebol americano vão-se deliciar porque há muuuuito futebol pelo meio, descrição de jogadores, prognósticos, cerveja, porrada etc e tal.

Para quem não sabe é uma história que fala sobre mental illness (doenças mentais fica tão feio). Se sempre tiveram curiosidade sobre o tema, mas,mesmo assim, querem algo divertido e heart-warming, este é o livro para vocês.

Eu adorei este livro. Li-o numa altura em que eu própria sentia que estava a enlouquecer e a fazer tudo mal e que só magoava os outros à minha volta, por isso consegui me identificar muito com o Pat.

O final é assim qualquer coisa de maravilhoso NADA A VER COM O FILME BTW e enfim vão mas é à livraria mais próxima e leiam isto, leiam mesmo, vale taaaanto a pena.

PS: Agora quero imenso experimentar outro livro deste autor. Dizem que o "Forgive Me, Leonard Peacock" é bom, já algum de vocês leu?

PS2: Ah eu li o livro em Inglês e o nível de Inglês é fácil, caso alguém esteja interessado em ler no original :)


outras reviews literárias *

que é virar a dor para dentro

Nos últimos tempos tenho sentido dor. Não é que a vida tenha tido mais baixos que altos, ou que não esteja já habituada à sua falta de coerência, simplesmente as lágrimas e inseguranças têm sido uma constante.

Se ainda querem ler isto, então deixem-me contar-vos um segredo: Eu tenho sentido dor, mas eu não tenho conseguido explicá-la. Tal facto deixa-me frustrada e triste, muito mesmo.

 

Eu sempre achei que as minhas dores eram ilegítimas e eu sempre o achei pois nunca tive uma história extraordianariamente trágica para contar e todos terem pena. Então, sempre que as coisas deixavam de fazer sentido e parecia que estava a enlouquecer a escrita era o meu refúgio. Acontece que nos últimos tempos, a pena tem estado parada, o blog tem estado parado e tenho me focado demasiado naquilo que não importa assim tanto.

 

Não faz mal a vida não fazer sentido, não faz mal os outros não perceberem o que se passa, não faz mal eu tentar explicar as minhas dores e ao ouvir a minha própria voz aperceber-me de que aquilo que estou a dizer não está a chegar ao outro lado. Essa pessoa errou e deu-me abraços e ouviu-me mesmo não percebendo todo o meu chorril de coisas sem nexo, e isso é algo que devo valorizar.

Nos últimos tempos tenho mudado e isso é aterrorizante, pois não sei se essa é a pessoa em que me quero tornar e fico assustada e penso que aquilo com que estou a lidar é o que me define. Que tonta. Eu sou as minhas aguarelas, a minha escrita, o meu melodrama tão característico (devia ter feito do teatro carreira amigos) e sim, o meu chorril de coisas sem nexo.

E nunca é tarde para fazer o que está certo, mesmo que neste momento, não saiba muito bem o que isso é. 

ABOUT ME

Sonhadora a tempo inteiro & blogger em part-time. Adora livros, antiguidades e flores na cabeça. Escreve textos pseudo-românticos quando está para aí virada. É fã de dançar ballet na cozinha e cantar no chuveiro. O seu pé direito insiste em ser torto e não há como o emendar. Nunca diz que não a uma chávena de chá.
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