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Sweet Stuff

"Who in the world am I? Ah, that's the great puzzle!"

float down like autumn leaves

Hoje esteve a chover. Hoje veio-me outra vez aquela sensação engraçada à cabeça. As aulas estão prestes a começar e eu só quero que comecem. Aquele sentimento de fim de Verão e início de Outono, de voltar a pegar nos livros, rever os amigos e pisar poças de água como fazia em criança. De olhar pela janela do autocarro enquanto oiço música e fingir que estou num filme. De pisar folhas secas e rir enquanto fujimos todos da chuva.

Hoje lembrei-me de como era ser criança e como nada era aborrecido.

E hoje lembrei-me como fui feliz fui naqueles dias de Setembro.

 

deviam era dar cursos de:


  • Como comer sapateira sem parecer um troglodita (não me digam que nunca foram aquela pessoa de babete lambuzado e martelo em punho, todos nós já fomos);

  • Como fazer sala (não vale falar da meteorologia, de como a comida está boa e/ou perguntar como vai o trabalho/estudos);

  • Como fazer com que um homem baixe o tampo da sanita SEMPRE ou QUASE SEMPRE, ok DE VEZ EM QUANDO, UMA VEZ QUE SEJA (sim, sou daquelas que ainda tem esperanças, coitada);

  • Como conter o riso em funerais e outras situações constrangedoras (basciamente como não ser o maluquinho de riso nervoso)

  • Como explicar a uma criança como se fazem bebés sem a traumatizar (calem-se com a cegonha, mentir é feio);

  • Como dar uma tampa a alguém sem ser o mau da fita (eles e elas vão sempre achar que fomos uns filhos da mãe não vão?)

  • Como explicar o conceito de pontualidade a muito boa gente (aparecer SEMPRE uma hora depois não é aceitável ok? ok)

  • Como se lembrar de mais coisas para acrescentar nesta lista.

não quero que tu morras

A ideia de tu desapareceres é assustadora e durante muito tempo achei-a ridícula.

Eu passei metade da minha vida a dizer que não queria que tu morresses, eu passei o tempo todo a tentar evitar uma catástrofe.

Não quero que tu partas.

Não quero que nos deixes.

Deixemo-nos de eufemismos porra, eu só não queria que tu morresses.

 

O pior da morte é que, quando alguém morre, está vivo. E continua vivo nem que seja por um só segundo, pois num dia chuvoso e deprimente aquele colega de trabalho que te conhecia lembra-se que tu morreste.

O pior da morte é que quando alguém morre está vivo, na memória.

 

Eu passei metade da minha vida a tentar evitar a catástrofe, a pedir que não morresses, mas não consegui evitá-la e agora o pior aconteceu.

Morreste e estás vivo.

 

E eu não sei como raio é suposto viver neste limbo de não te poder ter outra vez, como te conheci, nem poder sentir como seria nunca te ter tido de todo. A verdade é que não estou a ser justa, pois a primeira vez que te conheci estava a sonhar com o amor, o que quer que isso seja. Mas bolas, tu sabes o que eu quero dizer. Morreste e estás vivo dentro de mim. Todos os dias. E  eu sei que o pior ainda há de acontecer.

 

Eu queria que tu morresses e estivesses morto por mero alívio. Para apaziguar a dor. No fundo, por mero ego, sim, por mera cobardia e egoísmo. 

Mas, eventualmente, irei esquecer o local onde se encontra cada sarda do teu rosto, a cicatriz que tens atrás do pescoço, de que cor ficavam os teus olhos quando falavas de coisas de que tu gostavas, a maneira como a luz do sol reflectia um pouco mais e eu dizia, porque estava apaixonada e porque era verdade, dizia que os teus olhos brilhavam. 

Um dia eu hei-de me esquecer como os teus olhos brilhavam. 

 

Tu estás morto e vivo, e eu tento me aguentar neste limbo.

Dói.

Mas, mesmo assim, peço-te:

 

Por favor amor, não morras a sério.

que é virar a dor para dentro

Nos últimos tempos tenho sentido dor. Não é que a vida tenha tido mais baixos que altos, ou que não esteja já habituada à sua falta de coerência, simplesmente as lágrimas e inseguranças têm sido uma constante.

Se ainda querem ler isto, então deixem-me contar-vos um segredo: Eu tenho sentido dor, mas eu não tenho conseguido explicá-la. Tal facto deixa-me frustrada e triste, muito mesmo.

 

Eu sempre achei que as minhas dores eram ilegítimas e eu sempre o achei pois nunca tive uma história extraordianariamente trágica para contar e todos terem pena. Então, sempre que as coisas deixavam de fazer sentido e parecia que estava a enlouquecer a escrita era o meu refúgio. Acontece que nos últimos tempos, a pena tem estado parada, o blog tem estado parado e tenho me focado demasiado naquilo que não importa assim tanto.

 

Não faz mal a vida não fazer sentido, não faz mal os outros não perceberem o que se passa, não faz mal eu tentar explicar as minhas dores e ao ouvir a minha própria voz aperceber-me de que aquilo que estou a dizer não está a chegar ao outro lado. Essa pessoa errou e deu-me abraços e ouviu-me mesmo não percebendo todo o meu chorril de coisas sem nexo, e isso é algo que devo valorizar.

Nos últimos tempos tenho mudado e isso é aterrorizante, pois não sei se essa é a pessoa em que me quero tornar e fico assustada e penso que aquilo com que estou a lidar é o que me define. Que tonta. Eu sou as minhas aguarelas, a minha escrita, o meu melodrama tão característico (devia ter feito do teatro carreira amigos) e sim, o meu chorril de coisas sem nexo.

E nunca é tarde para fazer o que está certo, mesmo que neste momento, não saiba muito bem o que isso é. 

às mulheres deste mundo

A violência não é resposta para nada, absolutamente NADA.

E por isso, não tratem ninguém: homem, mulher ou cão como não gostariam de ser tratadas.

Não faz mal se um homem nos abrir a porta para nós passarmos, é sempre preferível a levar com ela na cara certo?

Sim ainda existe muito para lutar.

Ainda existem raparigas e mulheres deste Mundo que não possuem direitos fundamentais como o acesso à educação.

E sim, existem mulheres fantásticas (a Malala e não só) que mudaram e mudam a cada momento o Mundo para melhor.

Mas apedrejar homens não é feminismo.

E apedrejar mulheres também nunca será correcto.

Ódio pelo sexo masculino não é activismo pelos direitos das mulheres.

A palavra feminismo ficou muito suja com o passar dos anos.

E, actualmente, já muitos não sabem muito bem o que realmente é.

O não-feminismo ou feminazismo alastrou-se e é algo repugnante e abominável (para além de muito estúpido).

Ser mulher não é ser anti-homem.

Ser mulher é ser humano.

É ter consciência do que fomos, do que somos e do que queremos vir a ser.

É termos de provar muito ao longo da vida e ouvir nem sempre aquilo que se merece.

E é estarmos unidas e apoiarmo-nos mutuamente sempre e não só hoje.

Feliz Dia da Mulher :)

 

ABOUT ME

Sonhadora a tempo inteiro & blogger em part-time. Adora livros, antiguidades e flores na cabeça. Escreve textos pseudo-românticos quando está para aí virada. É fã de dançar ballet na cozinha e cantar no chuveiro. O seu pé direito insiste em ser torto e não há como o emendar. Nunca diz que não a uma chávena de chá.
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