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Neste blog fala-se sobre livros, escrita criativa, ballet para adultos e muito mais.

A Insustentável Leveza do Ser | Milan Kundera

O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser."

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Estou já há algum tempo a tentar organizar os meus pensamentos acerca deste livro. Não consegui fazê-lo até ao momento, por isso não se admirem desta review ser um bocadinho incoerente. Estive indecisa entre dar 2 ou 5 estrelas no Goodreads, fiquei-me pelas 4, mas acreditem que este não é um livro fácil de avaliar.

 

Kundera não nos conta apenas uma história, mas muitas. Por um lado, a história das personagens. Tereza, Tomas, Franz e Sabina vivendo entre Praga, Suíça e outros lugares ao longo de 300 e tal páginas de romance. Por outro, a História com H grande. A invasão da Checoslováquia em 1968 e o poder que o Comunismo Soviético teve em destruir um país e um povo. E ainda, e talvez o mais importante, as reflexões geniais do narrador que percorrem toda a obra.  

 

Se tivesse de avaliar este livro, quanto ao enredo, seria um 2 ou 3 em 5. Dá-nos a sensação de que não há grande coisa a acontecer e para ser sincera, houve momentos em que me senti francamente aborrecida enquanto o lia, irritada com Tomas e cansada dos seus casos amorosos. 

 

Porém, acho que este livro é uma pérola precisamente pelas reflexões que suscita no leitor após (e durante) a sua leitura. Está aqui tudo (ou vá quase tudo). Diria até que A Insustentável Leveza do Ser é um tratado de filosofia disfarçado de romance. Começamos logo pelo título: O peso ou a leveza, o que escolher? Sacrifícios e fardos ao longo da vida, ou liberdade total? E daqui se desenrolam outros temas como a beleza da vida estar nas coincidências, o facto de nunca podermos saber o que teria acontecido se tívessemos agido de outra forma, pois só vivemos uma vez. E ainda, o que é a traição, o que é o amor, o que é a obsessão por um ideal, viver no campo ou viver na cidade?, o amor aos animais e por aí fora.

 

Depois temos a questão pessoal ao qual tudo se resume: eu preciso de gostar do final de um livro para poder dizer: sim, isto valeu a pena. Foi o caso. Passei 99% do livro a achar que o Tomas era um banana para depois chegar ao fim com um arrepio na espinha. E à falta de palavras ficam as emoções. Quando terminei este livro, arrepiei-me e suspirei e fiquei a pensar na vida. E quem é leitor sabe que tudo isso é o verdadeiro sinal de um bom livro.

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SOBRE MIM

Sonhadora a tempo inteiro & blogger em part-time. Adora livros, antiguidades e flores na cabeça. Escreve textos pseudo-românticos quando está para aí virada. É fã de dançar ballet na cozinha e cantar no chuveiro. O seu pé direito insiste em ser torto e não há como o emendar. Nunca diz que não a uma chávena de chá.
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