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"Who in the world am I? Ah, that's the great puzzle!"

O problema das traduções

Há uns tempos atrás fiz uma limpeza cá por casa e desfiz-me de alguns livros que já não queria e/ou precisava. Um deles foi a Crónica do Pássaro de Corda de Haruki Murakami, célebre escritor japonês muito conhecido no Ocidente. Tentei ler este livro duas vezes e não passei da página 50 (tendo em conta que tem mais de 600 não é grande coisa). Não consegui entender por que é que não conseguia prosseguir com a leitura, se já tinha lido outro livro do autor e tinha gostado.

 

Vão vocês dizer "ah mas cada livro é um livro" e é verdade, podia ser o enredo em si que não achava apelativo, mas o problema era mesmo a escrita, não me parecia natural. Pelo título do post já devem ter adivinhado do que é que vim falar: traduções. Todos nós sabemos que uma tradução nunca equivale à experiência de ler o livro no original. No entanto, não sendo poliglota (acho que a maioria de nós não é), se um livro não tiver sido originalmente escrito numa língua que domine, escolho, na maioria das vezes, lê-lo traduzido para Português. 

 

Foi isso que fiz com o livro de Murakami e aconteceu-me aquilo de que vos falei em cima. Como sei que o problema era a tradução? O outro livro que tinha lido do autor era uma tradução inglesa (aprovada e revista pelo próprio) e consistia numa tradução directa do Japonês. A tradução portuguesa, como depois verifiquei, é uma tradução da versão inglesa. Sim, isso mesmo, uma tradução de uma tradução.

 

Antigamente não prestava atenção a estas coisas. Como leitora ingénua julgava que todas as traduções eram directas, mas, de facto, não o são. Autores russos por exemplo, só leio na tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra. Não sou perita alguma nestes assuntos e não quero apontar o dedo a ninguém, mas deixo aqui este alerta para, caso já tenham passado pelo mesmo que eu, não entrarem em pânico. O problema pode não estar no autor, mas sim na tradução. 

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Sonhadora a tempo inteiro & blogger em part-time. Adora livros, antiguidades e flores na cabeça. Escreve textos pseudo-românticos quando está para aí virada. É fã de dançar ballet na cozinha e cantar no chuveiro. O seu pé direito insiste em ser torto e não há como o emendar. Nunca diz que não a uma chávena de chá.
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