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Sweet Stuff

"Who in the world am I? Ah, that's the great puzzle!"

O dia em que deixei de colocar álcool no cabelo

Hoje em dia muito se fala sobre comer saudável: evitar glúten, evitar alimentos geneticamente modificados, etc e tal. No entanto, não tenho ouvido muita a gente a falar sobre aquilo que colocamos na nossa pele e no nosso cabelo. 

 

Há muitos anos que experimento vários tipos de champô no meu cabelo, uns que dizem ser para cabelos longos, outros para cabelos secos, ou cabelos ondulados, várias marcas, vários preços, Porém, nunca estive 100% satisfeita com um champô. Até que comecei a ponderar. Se tinha tanta atenção aos rótulos da comida, por que é que não haveria de ter aos rótulos dos produtos de higiene?

 

 

Após decifrar algumas coisas, entendi que todos os champôs que alguma vez tinha experimentado tinham álcool, sulfatos, parabenos e silicones. Estava a colocar álcool, alumínio, plástico no meu cabelo. Sim, mesmo aqueles que diziam 0% álcool, este era um dos primeiros ingredientes a aparecer.

 

Hoje em dia já não necessito de amaciador ou máscara. Uso apenas o champô na lavagem e serve-me perfeitamente. Ao contrário do que possam pensar, não pago mais por isso. Compro o champô da marca Rampal Latour na Miosótis (um supermercado bio em Lisboa) e um litro fica-me por 10,45€. Sei que nem toda a gente mora em Lisboa, mas aconselho quem queira experimentar, procurar opções em lojas tipo Celeiro. Ajudamos o ambiente e ajudamo-nos a nós próprios. Nunca fiquei mais feliz com o meu cabelo e mais tranquila com a minha consciência.

 

"ganda gajo, ganda entrega"

Há uns tempos li um artigo do expresso que falava sobre como os portugueses saem tarde do trabalho e como a mentalidade do "vou ficar cá até às 20h só para o patrão ver" ainda existe na nossa sociedade. De facto, deixou-me a pensar. Até quado é que as pessoas vão continuar a achar que excesso de carga horária coincide com maior produção?

 

Qando vemos aquelas baratas tontas a correr de um lado para o outro achamos que trabalham muuuuuito e, pior, achamos que isso é bom. Se calhar deviamos pensar que é muitas vezes a tartaruga, que faz as coisas ao seu ritmo, que vence a lebre.

Talvez ela esteja realmente focada no que está a fazer, em vez de ficar horas a mais no escritório só porque sim.

 

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Quando eu digo que não vejo, é porque não vejo (ou hipocrisia para totós).

Sentem-se na vossa cadeirinha, bebam um chá e preparem-se para a tortura moralista que vão receber da minha parte. Por que é as pessoas gostam de se sentir superiores e ostracizar o popularacho se, no final de contas, também vêem, também comem, também gostam?

 

Há muitos anos que deixei de comer McDonalds (força arrasem aí com os comentários pró-happy meal). Não andei a pregar aos peixes o porquê da minha escolha. Quando me perguntam directamente a razão digo, com toda a sinceridade do mundo, que não considero aquilo comida e, sinto-me melhor a comer em qualquer outro local.

 

Oiço muitos a dizer: "Ah fazes bem, EEEEEU também nunca lá vou, aquilo é um horror". Claro que estas pessoas são aquelas que persistem em perguntar-me se quero ir ao Mac com elas e "vá lá uma vez não faz mal". Não censuro quem coma lá, mas será assim tão difícil perceber que quando eu digo que não como, é porque não como? Tomei essa decisão há muito, não por achar que sou muito verde e superior e acima dos comuns mortais, simplesmente sinto-me melhor assim. 

O mesmo se aplica a programas de televisão. Lembro-me de quando passava a Casa dos Segredos (não sei se ainda passa ou não), toda a gente fazer comentários maldosos sobre a fraca qualidade da grelha televisiva portuguesa. Mais tarde perguntavam-me o que eu achava do acontecimento x ou y e o que a Maria Albertina tinha dito era tamanha burrice, etc. Quando eu digo que não vejo, é porque não vejo. Se acham o programa assim tão mau, por que é que ficam a acompanhar a mexiriquice? 

 

Felizmente, neste país, as pessoas têm escolha. Chega de andar a maldizer disto e daquilo se depois gostam de ver. Se gostam de ver ASSUMAM. Se gostam de comer ASSUMAM. Hipocrisia é que não. 

Do esquecimento ao abandono

Senti saudades de escrever algo sem inserir uma referência bibliográfica ou citar um autor alheio. Deixei este blog de molho, mas este mês de pausa fez-me relembrar como no início eu escrevia despretensiosamente para uma audiência invisível. E,cada vez mais, planeando os posts, essa espontaneidade da escrita foi-se perdendo. Não quero perder isso. Não quero deixar de escrever tudo e apontar tudo e estar atenta e presente e não a pensar no trabalho e a ter ataques de ansiedade e noites em branco. Isto não é uma nota feliz de regresso à blogosfera, apenas um aviso a mim própria para fazer aquilo que sempre fiz, sem necessitar de aprovação exterior: escrever. 

Imagem de bow, pink, and typewriter

Se eu fosse um livro...

Seria com certeza um belo exemplar. Encadernação robusta, de capa dura, cantoneiras medievais e lombada com letras douradas. Seria um pouco pesado de carregar, mas os meus donos são se importariam de me levar para onde quer que fossem. Teria um lugar de destaque na estante da sala de estar, ou do quarto, ou talvez da biblioteca municipal. 

O meu corpo seria estimado. Ninguém passaria dedos com saliva nas minhas páginas e todos se lembrariam de me limpar o pó. 

Se eu fosse um livro, saberia guardar segredos. Esconderia pequenas cartas de amor, bilhetes de comboio esquecidos e rosas secas, por abrir. Saberia ouvir e por muito tempo escutaria o pranto daqueles que me leram, as dúvidas que tiveram e os seus incessantes porquês. Seria um porto seguro, um local de conforto. Pelo menos é assim que gosto de imaginar. 

Se eu fosse um livro, adoraria cada momento em que fosse lido, cada mão que por mim passasse (quer fossem de jovens belas ou de velhos resmungões). 

E quando a história acabasse e eu fosse, de novo, colocado na prateleira, esperaria ansiosamente. Cada segundo de cada minuto. Para que uma nova mão em mim pegasse e a vida de alguém se alterasse. Para sempre.

 

Imagem de book, end, and the end

 

Obrigada à Sandra por me ter passado esta tag! Quem quiser fazer, esteja à vontade.

Vantagens de ser um 38/39

As pessoas com pés mais piquenos, pelos vistos, gostam de me oferecer sapatos!

Uma senhora querida que anda comigo no ballet encomendou umas sapatilhas (para quem me lê do Norte: falo de meias-pontas, não de ténis) para ela pela internet, mas quando as recebeu é que se apercebeu de que eram muito grandes. Diz-me ela assim: "Lembro-me de te teres queixado de que tinhas os pés grandes, se quiseres fica com elas..."

E é isto gente. O Martin Luther King Jr. é relembrado por ter um sonho. Eu serei recordada como a miúda dos pés grandes. Zero shame.

 

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Toda eu uma lamechas de primeira

Quando o meu cérebro decide que chega de trabalho e vamos mas é procrastinar, ponho-me a ouvir discursos dos Óscares (não importa de quem sejam) e começo (quase sempre) a emocionar-me tolamente e a soluçar que nem uma Madalena perdida.

Sou a única? A sério? Ok vou só ali para o cantinho da vergonha.

ABOUT ME

Sonhadora a tempo inteiro & blogger em part-time. Adora livros, antiguidades e flores na cabeça. Escreve textos pseudo-românticos quando está para aí virada. É fã de dançar ballet na cozinha e cantar no chuveiro. O seu pé direito insiste em ser torto e não há como o emendar. Nunca diz que não a uma chávena de chá.
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