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Sweet Stuff

Neste blog fala-se sobre livros, viagens, ballet e muito mais.

Dom | 27.08.17

Sense and Sensibility de Jane Austen

Um dos objectivos literários deste ano foi cumprido, li Jane Austen pela primeira vez!

 

Esta é a história de duas irmãs. Elinor, o Bom Senso e Marianne, a Sensibilidade. Cada uma delas se apaixona e a obra segue a forma como as duas reagem às suas paixões amorosas de forma distinta.

 

A crítica que Austen faz à hiper-sensibilidade de Marianne é já conhecida de de muitos. Porém, a prudência em excesso, representada pela figura de Elinor é também alvo de crítica da autora.  Gostei da maneira como Austen descreve as falhas de comunicação entre as personagens que surgem, a meu ver, das normas de politesse da sociedade da época. Estas estruturas rígidas de comportamento levam, muitas vezes, a conjecturas e conspirações longínquas da realidade.  

 

 A obra conclui com uma mensagem de equilíbrio entre as duas partes. Nem só sensibilidade, nem só bom senso. Apesar de, ter gostado deste meu primeiro contacto com Austen, senti falta daquele sarcasmo e ironia típicos dos romances de século XIX que retratam as classes mais abastadas Ainda assim, quero continuar a ler mais da autora e provavelmente continuarei a ler por ordem de publicação.

 

Qual o vosso livro preferido de Jane Austen? Já leram Sensibilidade e Bom Senso?

Seg | 21.08.17

Cinco colecções de Clássicos da Literatura

O post de hoje é direccionado a todos aqueles que adoram ler e que adoram livros bonitos. Há já algum tempo que um dos meus objectivos tem sido ler mais clássicos e estas colecções, de tão bonitas que são, só nos motivam mais não é?

Colecção Leatherbound da Barnes and Noble

 

barnes and noble leatherbound classicsss
 

 

Colecção Puffin Chalk

puffin in chalk
 
 
 Colecção Puffin Classics
puffin classics

 

Colecção Penguin Threads
 
penguin threads
 
Colecção Puffin in Bloom 
puffin in bloom
 
 
Coleccionam clássicos? De que colecção gostaram mais?

 

Sab | 19.08.17

4 dicas para aprender (ou melhorar o conhecimento de) uma língua

Dica nº 1: Alterar idioma dos gadgets (PC, tablet, telemóvel, etc.)

 

Querem aprender uma língua? Então têm de estar em contacto com ela. Uma forma de forçar esse contacto é alterar o idioma dos vários gadgets que possuam para a língua que querem aprender. Assim, vão precisar de entender o que está escrito para executarem determinadas funções. 

 

Imagem de sky, travel, and iphone

 

Dica nº 2: Utilizar o Duolingo (ou outro site/app do género)

 

Já falei do Duolingo aqui no blog. É um site (também tem app) para aprender línguas. Existem várias lições e conforme vamos avançando conseguimos desbloquear as lições seguintes (progressivamente mais avançadas). A mim ajuda-me imenso em termos de vocabulário. 

 

Imagem de blog, blogger, and apps

 

Dica nº3: Imersão na Cultura: Filmes, filmes e filmes

 

O contacto com a cultura da língua que querem aprender (ou aperfeiçoar) é sempre importante. O meu conselho é tentarem ver filmes com legendas na língua que querem aprender, se estiverem a ser falados nessa língua ao mesmo tempo durante o filme melhor. Por exemplo, eu tenho o DVD da Amélie em Francês com legendas em Francês também, caso me escape alguma coisa. Quando começarem a sentir-se mais à vontade podem retirar as legendas e tentar ver se já dominam completamente o idioma. 

 

Imagem de disney, tv, and walt disney

 

Dica nº4: Livros (dos infantis aos calhamaços)

 

Se  estão a aprender Alemão há 3 semanas e querem já conseguir ler Goethe de trás para a frente vão ficar decepcionados. O truque é começar por livros infantis pois têm um vocabulário simples e frases curtas. Se os livros infantis não vos apelam podem sempre tentar ler versões abreviadas (encontram-se várias na net de livros em Inglês, Francês e Alemão, por exemplo) de livros maiores. Existem ainda as versões bilingues com texto lado a lado (ex: uma página em Português, outra em Inglês). 

 

Imagem de book, ocean, and clouds

 

Acharam as dicas úteis? Digam-me que língua gostavam de aprender nos comentários!

Qui | 17.08.17

O problema das traduções

Há uns tempos atrás fiz uma limpeza cá por casa e desfiz-me de alguns livros que já não queria e/ou precisava. Um deles foi a Crónica do Pássaro de Corda de Haruki Murakami, célebre escritor japonês muito conhecido no Ocidente. Tentei ler este livro duas vezes e não passei da página 50 (tendo em conta que tem mais de 600 não é grande coisa). Não consegui entender por que é que não conseguia prosseguir com a leitura, se já tinha lido outro livro do autor e tinha gostado.

 

Vão vocês dizer "ah mas cada livro é um livro" e é verdade, podia ser o enredo em si que não achava apelativo, mas o problema era mesmo a escrita, não me parecia natural. Pelo título do post já devem ter adivinhado do que é que vim falar: traduções. Todos nós sabemos que uma tradução nunca equivale à experiência de ler o livro no original. No entanto, não sendo poliglota (acho que a maioria de nós não é), se um livro não tiver sido originalmente escrito numa língua que domine, escolho, na maioria das vezes, lê-lo traduzido para Português. 

 

Foi isso que fiz com o livro de Murakami e aconteceu-me aquilo de que vos falei em cima. Como sei que o problema era a tradução? O outro livro que tinha lido do autor era uma tradução inglesa (aprovada e revista pelo próprio) e consistia numa tradução directa do Japonês. A tradução portuguesa, como depois verifiquei, é uma tradução da versão inglesa. Sim, isso mesmo, uma tradução de uma tradução.

 

Antigamente não prestava atenção a estas coisas. Como leitora ingénua julgava que todas as traduções eram directas, mas, de facto, não o são. Autores russos por exemplo, só leio na tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra. Não sou perita alguma nestes assuntos e não quero apontar o dedo a ninguém, mas deixo aqui este alerta para, caso já tenham passado pelo mesmo que eu, não entrarem em pânico. O problema pode não estar no autor, mas sim na tradução. 

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