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Sweet Stuff

Neste blog fala-se sobre livros, viagens, ballet e muito mais.

Ter | 28.05.19

UM LIVRO QUE FALE SOBRE A EXPERIÊNCIA DE SER PAI

Por mais inconstante que a minha vida seja, o desafio do #readtheyear continua de pé! E não é que estamos quase a meio do ano? 😲

Cópia de read the year maio.png

Este mês o desafio de leitura #readtheyear tem como tema: ler um livro que te fale sobre a experiência de ser pai.  

Em princípio escolherei ler o Evangelho Segundo Jesus Cristo de Saramago, porque está sentado na minha estante por ler há muito tempo. Entretanto estive a procurar livros que pudessem encaixar nesta categoria e deparei-me com esta lista.

 

Que livro escolheriam para esta categoria? Se também aderirem ao desafio utilizem a tag #readtheyear para eu ver os vossos posts.

Boas leituras! 📚

Seg | 27.05.19

COMO FAZER UM LEITOR SE SENTIR ENGANADO 💔

Se há coisa que qualquer pessoa detesta é sentir-se enganada. Infelizmente, foi desta forma que me senti quando terminei de ler o muito aclamado Homo Deus de Yuval Noah Harari. E a culpa é de quem? Do marketing enganoso. 

Eu a ler o Homo Deus:

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1) Prometer uma coisa e vender outra

O Homo Deus é descrito como uma breve história do futuro, mas Harari dedica umas 300 páginas a falar sobre o passado. As citações chocantes que encontramos na contracapa são todas retiradas da introdução do livro. Só no último terço da obra é que (fi-nal-men-te) o autor começa a falar sobre o futuro. Este é o primeiro passo para um consumidor se sentir enganado - prometerem uma coisa e venderem outra.

 

2) Pressionar o autor para este escrever um novo bestseller

É claro que a experiência de cada leitor é inteiramente subjectiva. No entanto, não nos devemos esquecer de que os livros são para além de obras de arte, produtos:  a sua finalidade é serem vendidos. Para perceberem o meu descontentamento necessitam de entender o contexto. Homo Deus é uma sequela de um bestseller: Sapiens - Breve História da Humanidade. O que é que poderá ter acontecido aqui? Movido pela pressão de ter de escrever um novo êxito, Harari entrega um manuscrito de ideias recicladas. Os seus editores acham que não há problema nenhum, o importante é colocar o livro no mercado com a maior rapidez. Resultado? Um leitor compra o livro de Harari e pensa: "mas...isto não é nada do que diz na sinopse..."

 

3) Resultado: um leitor frustrado que se sente enganado

Por que é que isto é importante e por que é que nos devemos interessar? Bem, porque para colocar as coisas de forma simples: não está certo. Utilizar uma estratégia de marketing enganosa para tentar vender um produto, ou serviço, é assim para o hmmm imoral. Importa salientar que eu gostei deste livro, é um bom livro, só não é aquilo que a sinopse promete, pelo menos não na totalidade.

Talvez devessem começar a colocar uma etiqueta nos livros como acontece nos anúncios dos hambúrgueres, ao estilo "sugestão de apresentação". Assim ficávamos esclarecidos. Tal como o hambúrguer quase nunca é igual ao do anúncio, também a sinopse pode não reflectir o conteúdo do livro. 

Seg | 20.05.19

COMO CURAR UMA RESSACA LITERÁRIA 😩 📚

Todos os leitores já sofreram ressacas literárias: aquelas fases chatas em que, pura e simplesmente não conseguimos ler. Inspirada pelo post da Inês, hoje partilho algumas dicas que vos podem ajudar a recuperar o gosto pela leitura.

 

1 - Aceitar que uma ressaca literária faz parte da vida de qualquer leitor

 

Todos nós temos períodos em que lemos menos. É normal. Não conseguir ler, quando a leitura representa uma grande parte da nossa identidade e é uma actividade que nos traz satisfação pode nos deixar incrivelmente frustrados. No entanto, é importante relembrar que faz parte e é apenas uma fase, não nos vamos sentir assim para sempre. 

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2 - Reler os nossos livros favoritos

 

Quando estamos com dificuldade em concentrar-nos num novo livro, não há nada melhor do que reler as nossas histórias favoritas. Podem ser livros que lemos na infância e adorámos, ou simplesmente livros que nos trazem conforto e nos fazem sentir bem. Para mim esses livros são a Alice no País das Maravilhas, o Principezinho, Harry Potter entre outros. 

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3 - Se a pressão está na estante, ler um um livro emprestado 

 

Por vezes a nossa estante de livros por ler pode deixar-nos pressionados. Quando isto me acontece é normal ficar sem vontade de ler. Parece que qualquer livro em que pegue me deixa com sono e não me consigo concentrar em nenhum. A solução? Ler um livro emprestado, quer seja da biblioteca, ou de um amigo. 

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4 - Escolher livros curtos 

 

Por vezes os livros grandes podem ser desencorojadores e um motivo para deixarmos a leitura de lado. Se sentirem que é esse o caso, escolham livros mais curtos e que possam ler mais facilmente. Podem encontrar algumas sugestões aqui e aqui

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5 - Agendar 15 minutos do nosso dia para a leitura

 

Se o problema é falta de tempo, a cura é mais fácil do que parece. Tal como agendamos os nossos compromissos profissionais ao longo do dia e as nossas idas ao ginásio, para lermos mais podemos perfeitamente agendar um tempo para a leitura. Basta 15 minutos ao final do dia para começar a notar a diferença.

 

mulher a ler.jpg

 

Que dicas sugerem para curar uma ressaca literária? Partilhem nos comentários!

Sab | 11.05.19

TIAGO (SE AINDA ME LÊS) ENCONTREI A RESPOSTA!

*Disclaimer: se nunca leram o The Catcher in the Rye há uma grande possibilidade de este post não fazer sentido algum. Disclaimer 2: este post dirige-se a um certo alguém que em tempos idos lia este blog (tenho quase a certeza de que já não lê), mas se lês cá vai disto: - ups, há um  disclaimer 3 que é o seguinte: se o Tiago não me ler então este post é capaz de ser ainda mais tonto do que já é , mas olhem que se lixe, I will always rather be happy than dignified é o lema da Jane Eyre e o meu também. Off we go.*

 

Pensava que estaria para sempre às escuras, mas afinal a resposta apareceu (sensivelmente cinco anos depois) e na forma de uma TEDTalk! A grande questão que apoquenta o Holden: para onde vãos os patos no Inverno?

Well,  you know the ducks that swim around in it?  In the springtime and all? Do you happen to know where they go in the wintertime?"

A resposta:

 

Migram. Quando confrontados com um ambiente no qual já não conseguem sobreviver, migram. Isto lembra-me uma conversa que tivemos em que me dizias que eu tinha mudado. Falavas com um ar de aparente preocupação e transtorno. É engraçado como na altura isso me afectou. Hoje em dia penso: ainda bem que mudei. Afinal de contas, por muito que goste de ver Nova Iorque com neve, não poderia ficar no lago para sempre. 

 

“Among other things, you'll find that you're not the first person who was ever confused and frightened and even sickened by human behavior. You're by no means alone (...)"

 

Imagem relacionada

Sex | 10.05.19

ACHO QUE ME TORNEI NUMA CAT LADY...🐈

cat lady post.jpg

 

Se há tópico de conversa mais velho que a Sé de Braga é a eterna questão entre cães e gatos. "Qual preferes? Qual gostarias de ter em casa?"

 

Na minha família tívemos sempre cães, mas quando era bem pequenina tínhamos gatos. As minhas memórias em relação a estes bichos são vagas. Lembro-me mais do afecto que o meu irmão nutria pelo Bolinhas, do que qualquer outra coisa.

 

A verdade é que, não sei bem como, fui crescendo com esta ideia limitadora de que uma pessoa era ou fã de cães, ou de gatos, ou de nenhum dos dois. Assim sendo, fui me incluindo na equipa cães. Até hoje admiro a lealdade destes animais, a predisposição para a brincadeira e o instinto de protecção. Os cães são maravilhosos. Os gatos não me apelavam tanto. Vivi a pensar que eram mal-criados, demasiado independentes e que passavam a vida no sofá a julgar-nos com o olhar. Há uns anos descobri que estava enganada.

 

O gato que vive cá em casa não é nada daquilo que pensava. A brincar, costumo dizer, que é um "gato-cão". Se não, vejam. Em vez de ficar sentado no sofá, vem receber-me quando chego a casa. Ainda que, muito independente e senhor de si, gosta de me pedir miminhos e sentar-se ao meu colo. Além disso, é capaz de ficar horas a roçar-me as pernas e a convencer-me a dar-lhe mais comida.

 

Este bichano ensinou-me uma grande lição. Que o mundo não é preto e branco. Que aquilo que dizemos não gostar hoje, não será o mesmo amanhã. Que cada um tem as suas qualidades e defeitos e não são esses defeitos que nos vão fazer gostar menos de alguém. É oficial amigos. Após anos em negação, acho que me tornei numa cat lady

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