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Sweet Stuff

Neste blog fala-se sobre livros, viagens, ballet e muito mais.

Sab | 25.09.21

UMA DÉCADA DE BLOG

*inserir emoji incrédulo, feliz e chorão*

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Pronto, já está! Escrevi num blog durante dez anos, já não preciso de publicar mais, não é? Estou a brincar, estou a brincar. O nosso blog (digo nosso, porque sem leitores, comentários, ou emails sobre fungos, livros e outras coisas da vida, isto fica muito unilateral) já terminou a escola primária e vai-se aventurar no segundo ciclo. Que dizem, temos direito a bênção das fitas? Parece-me que agora este tipo de festividade inicia-se bem antes da faculdade.

Olhem, nem sei bem o que vos diga. O clássico post de aniversário resume-se a "estou velha e gosto de vocês", mas que mais poderei acrescentar para além disso? Posso contar-vos algo que aconteceu ontem, se quiserem. A meio da manhã, enquanto estava a reencher a minha chávena de chá, deu-me para ter um ataque de ansiedade. E se o blog desaparecesse? E eu perdesse tudo aquilo que lá escrevi durante dez anos? O meu coração ficou apertado e a minha mente viajou para todos os backups que nunca fiz. Claro que há tesourinhos deprimentes aos quais não sinto grande apego emocional, mas, caramba, uma grande porção do meu tempo de vida na terra foi gasto a escrever neste blog. Isso quer dizer alguma coisa, certo? 

Recentemente, o John Green publicou um vídeo em que fala sobre a consistência dos vlogs semanais que grava, com o seu irmão Hank, há anos. Ainda que nem sempre publique com regularidade, também me espanta como tenho conseguido alimentar este blog durante tanto tempo. De facto, acho que escrever no Sweet Stuff é aquilo que tenho feito com mais consistência na minha vida (à excepção de tarefas básicas de sobrevivência, não estamos a pensar na base da pirâmide de Maslow, gente). 

Fala-se muito dos perigos do digital, do vício das redes sociais e do scroll acéfalo que permeia as nossas vidas. E eu entendo tudo isso. Porém, embora me reveja nessas preocupações, sinto que a blogosfera ainda é aquele cantinho intocável pelos males do mundo, que me deu muito mais do que tirou. Porque é verdade. Muitas das melhores pessoas que conheci, conheci online. Muitas das melhores amizades que fiz, muitas das conversas mais bizarras e interessantes que tive (e muito do apoio que recebi quando estava um caco), surgiram através deste blog. 

Sim, a internet aliena, mas também conecta, e por mais que o pessoal insista em dizer que o formato blog está ultrapassado, a comunidade que aqui se criou ao longo destes dez anos prova-me o contrário. Por isso, fica agora uma pergunta: quando é descobriram este blog? Foi na fase músicas? Desabafos da faculdade? Fotografias aleatórias? Talvez na de livrólica? A caixa de comentários está ao vosso dispor, como tem estado nos últimos dez anos. Dez anos. Sinto-me um dinossauro, pá, mas um dinossauro feliz. 

Qui | 23.09.21

UMA TBR PARA O OUTONO 📚🍁

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Não sou de fazer grandes planos em relação às leituras, mas, agora que já não tenho a desculpa dos livros empacotados, quero mesmo esforçar-me para ler mais da minha estante. Estes são alguns dos livros que espero ler nos próximos meses. Três da estante e três audiolivros para equilibrar :)

E vocês, o que andam a ler?

Sex | 10.09.21

SETEMBRO É MÊS DE RECOMEÇOS

e também de nostalgia

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Setembro é mês de recomeços e também de nostalgia. É voltar a olhar para a infância e recordar os tempos de escola. Em criança, aguardava com expectativa a chegada das aulas. Para mim a rentrée significava material escolar novo, rever amizades, e ver as folhas a mudar de cor. Ainda hoje, continuo a adorar esta época. O ano pode começar em Janeiro, mas renasce em Setembro. Para mim, o Outono é a estação do conforto, por excelência. Estar em casa entre mantas, chá/chocolate quente e muitos livros. Haverá melhor que isto? Para começar a entrar no ritmo da estação vindoura, tenho andado a rever Gilmore Girls (uma das minhas séries preferidas de sempre) e a abraçar a arte de ler (e viver) ao ritmo das estações. Já anotei alguns filmes para ver brevemente, e descobri também um vídeo com sugestões de leitura muito promissoras. O Outono pode chegar; já estou pronta. ☕

 

E vocês, gostam de Setembro? Têm alguma tradição de fim de Verão/início de Outono?

Qui | 09.09.21

SÃO SÓ COISAS...CERTO?

uma divagação pouco científica sobre consumo

inspo28.jpgfonte: New York Magazine

Escrevo este post sentada à minha secretária. Não deitada num colchão estendido num sótão húmido, ou numa mesa de campismo enterrada na lama. A partir de uma secretária: isto sim, é um verdadeiro luxo. Se há coisa que fazer obras e/ou mudanças nos mostra é a quantidade absurda de objectos que possuímos. Sim, tive saudades de ter mobília (minha querida estante), mas apercebi-me que uma pessoa consegue sobreviver sem grande parte das coisas que julga serem indispensáveis.

Agora que já tenho mobília de volta e os meus livros organizados, dou por mim a reflectir nisto de consumir coisas, de comprar coisas, de ter coisas. Há uns anos, li o livro da Marie Kondo sobre arrumação. Cheguei a fazer um post aqui sobre as dicas úteis que aprendi com este livro. Apesar de ter gostado do entusiasmo e abordagem da autora, livros como o da Marie fizeram-me concluir que não sei se alguma vez vou conseguir acertar nisto do minimalismo.

Porquê? Bem, não tenho remorsos em deitar roupa fora (se já está demasiado velha para usar/não serve/não uso), mas não posso dizer o mesmo de muitas outras coisas que pairam cá em casa. Por outro lado, não sou indiferente aos impactos que o consumo tem no nosso planeta e na vida de quem produz aquilo que (muitas vezes de forma desenfreada) compramos. 

Há uns meses, quando ainda *não* vos escrevia sentada à secretária, encontrei um vídeo que reconciliou um pouco estes meus sentimentos contraditórios relativamente ao consumo. Nele, Paola explica como vive de forma simples, em vez de minimalista. Isto significa aceitar o facto de que vamos sempre consumir, mas podemos escolher consumir de forma diferente: trocar, reutilizar, comprar em segunda mão, etc.

Identifiquei-me muito com esta ideia de ser uma coleccionadora de coisas bonitas. Também eu acredito que as coisas bonitas podem acrescentar valor às nossas vidas. Isto não significa estar emocionalmente dependente delas, mas sim que posso viver num local que contém objectos que me transmitem paz e alegria. Tais como os postais que recebo da minha penpal, ou as aguarelas de mulheres artistas que adoro apoiar. Acho que comprar conscientemente também é isso: tornar o dia de alguém mais bonito.

Por aqui, a decoração continua. Estou muito aliviada por já ter as minhas coisas no seu devido lugar e, quem sabe, se ainda não me desfaço de algumas. Afinal, são só coisas...certo?