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Neste blog fala-se sobre livros, escrita criativa, ballet para adultos e muito mais.

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Acabar um livro ou não: eis a questão

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Para mim, ler foi sempre uma fonte inesgotável de entretenimento. Nunca me foi negado acesso à literatura, tive o meu primeiro cartão da biblioteca aos onze anos e com certeza que a minha vida seria muito menos risonha sem o prazer que encontro, desde pequena, na  leitura. É verdade que tive de ler "por obrigação" em contexto académico, mas, ainda assim, nunca deixei de gostar de ler.

 

A primeira vez que me lembro de não ter conseguido terminar um livro foi quando tinha os meus doze/treze anos. Não conseguia entrar naquele mundo, nem conectar-me com as personagens. Deixei o livro de lado e segui com a minha vida. Simples, certo?

 

A verdade é que, para mim, a questão: devemos acabar de ler todos os livros que começamos? é um dilema daqueles mesmo complexos. À primeira vista pode parecer absurdo forçarmo-nos a ler algo de que não estamos a gostar. No entanto, comecei a notar que, nas raras vezes em que me surge a vontade de desistir de um livro, começo sempre por me culpabilizar. Serei demasiado inculta por não entender este autor que todos adoram? Já li outro deste escritor que adorei, por que é que não gosto deste? Já estou a meio, o que me custa agora acabar?

 

Tentei entender as causas por detrás do meu desentusiasmo com o livro Blind Willow, Sleeping Woman do Murakami. É uma colectânea de contos pela qual me fui desinteressando gradualmente. Dos primeiros ainda gostei, mas à medida que ia avançando ia perdendo cada vez mais a vontade de ler. Após alguma reflexão apercebi-me de que era simplesmente estúpido estar a tentar ler só porque tinha gostado da metáfora x na história y ou de outro livro que tinha lido do autor.

 

Se também levam a desistência de livros demasiado a sério (como eu) pensem apenas no seguinte : a vida é demasiado curta para lermos livros de que não gostamos. Não interessa se é um clássico ou um romance de cordel, se não está a ser uma experiência agradável é perfeitamente válido não terminar o livro. Por agora os meus tempos de masoquismo literário terminaram, talvez daqui uns tempos faça as pazes com o Murakami.

Vejam "A Forma da Água"

A história começa assim: o Jean-Pierre Jeunet e o Steven Spielberg entram num bar...e sai de lá uma pérola: A Forma da Água de Guillermo del Toro. 

No laboratório secreto de alta segurança do governo onde trabalha, a solitária Elisa (Sally Hawkins ) está presa numa vida de isolamento. A vida de Elisa muda para sempre quando ela e a sua colega Zelda (Octavia Spencer) descobrem uma experiência secreta.

 

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Ainda no rescaldo de ter visto este filme há dois dias, aviso já que este post pode ser meio incoerente e eufórico q.b., mas não altero a minha opinião de que todos deviam ver A Forma da Água

Do reportório filmográfico de Del Toro, que me lembre, vi apenas o Labirinto do Fauno: gostei, mas não adorei particularmente (admito que também já lá vão uns anitos). No entanto, este último trabalho do realizador conquistou-me o coração.

 

Fui ao cinema, porque já não ia há imenso tempo e apetecia-me arejar um bocadinho. Vi em casa o que estava em cartaz e a sinopse deste despertou-me a atenção. Zero expectativas. Saí da sala de cinema com o coração apertado e aquela vontade de que o filme voltasse ao início e pudesse ver tudo novamente.  

 

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É um pouco difícil explicar por que é que este filme é maravilhoso, dado que adorei tudo (mas vá, eu tento).

Em primeiro lugar: a cenografia, os ângulos, a caracterização: A maneira como a vida de Elisa é retratada, a par da música de Desplat e do filtro meio amarelo, fez-me lembrar os filmes do Jean-Pierre Jeunet como a  Amélie. A própria Elisa lembra-me um pouco a Amélie: uma heroína tímida e atípica, mas com uma curiosidade que a leva a outros mundos.

 

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Depois temos um argumento original incrível: nada na experiência secreta parece pouco natural ou forçado. Os elementos de "ficção científica" encaixam perfeitamente na história e não surgem como uma situação absurda.

Existem, também, outros detalhes que falam mais alto (para mim pelo menos): tendo em conta que o filme se passa num cenário de Guerra Fria existem personagens que fazem papel de soviéticos. Pelos vistos o Guillermo del Toro teve daquelas ideias fantásticas: Em vez de colocarmos actores americanos a falar com sotaque russo que tal colocá-los realmente a falar russo? Aleluia! Que às vezes esta estratégia do colocar-a-falar-com-sotaque-ridículo-em-vez-de-falar-a-própria-língua-porque-dá-muito-trabalho só me lembra o Brad Pitt no Sacanas sem Lei.

 

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A prestação de Sally Hawkins é simplesmente cativante (ganha-me esse óscar miúda!) e a mensagem do filme é intemporal. O amor, tal como a água, está em todo o lado. Adapta-se a qualquer forma e as maneiras em que surge e os corpos em que se molda são, muitas vezes, o menos importante.

"Unable to perceive the shape of You,

I find You all around me.

Your presence fills my eyes with Your love, It humbles my heart,

For You are everywhere..."

Regina Spektor ou o que é ser poeta afinal?

Lembro-me de, uma vez, um professor da faculdade perguntar à nossa turma quantos de nós comprávamos livros de poesia. Se me recordo com exactidão, só um ou dois gatos pingados é que colocaram a mão no ar. Com um ar muito resoluto o professor concluiu que a poesia estava a morrer e que a prosa era definitivamente o género literário mais popular entre os jovens. Será que é mesmo assim?

 

Ora vejamos, qual é o adolescente de hoje em dia que não ouve música? Poucos certo? Eu, pelo menos, estou sempre a encontrar miudos no autocarro de auscultadores nos ouvidos. Na minha opinião, existem vários músicos hoje em dia que são autênticos poetas. As suas letras estão repletas de sentimento e movem multidões. É claro que há quem seja mais purista quanto às definições, mas para mim estes dois hemisférios (poesia no papel e poesia cantada) tocam-se.

 

Exemplos? Os Trovante e a belíssima versão de Ser Poeta da Florbela Espanca. Eu admito que já nem consigo ler aquilo sem ser com o ritmo dos Trovante. Ah e tal, mas não foram eles que escreveram. Ok, então e Leonard Cohen? Brilhante tanto como compositor, como enquanto cantor.

 

O meu exemplo mais recente é Regina Spektor (sim sou uma mega fã assumida). Tenho ouvido o último álbum da Regina em loop,nos últimos tempos e, de facto, considero as letras de Remember Us to Life como poemas tão belos como outros de autores imortalizados em papel.

 

A verdade é que, a definição do que é poesia tem-se alterado muito rapidamente nos últimos anos. Bob Dylan foi Prémio Nobel da Literatura em 2016 e os livros de Rupi Kaur figuram nos tops de venda em todo o mundo. Se ainda gosto de ler poesia? Claro que sim. Mas, esta forma de reconsiderar compositores e músicos como "tão poetas" como os "poetas tradicionais" não me parece algo assim tão descabido.

 

De certa forma, Regina Spektor, e outros artistas, são pessoas que têm o potencial de se tornarem numa espécie de "profetas" para os jovens e adultos de hoje. Porquê? Pois são eles que conseguem encapsular num simples verso de uma canção tudo aquilo que nós temos cá dentro e não sabemos como expressar.

E que dom é este, senão o de um poeta?

Falemos sobre Livros de Colorir

Venho atrasada para a festa, porque os livros de colorir para adultos já estão entre nós (leia-se portugueses) há algum tempo. Ainda assim, não queria deixa de dar o meu parecer sobre esta moda que uns acham fantástica e outros ridícula.

 

A verdade é que, quem se lembrou de criar este tipo de livros, não descobriu nada de novo. Não é preciso ser um génio para perceber que pintar é, efectivamente, uma actividade relaxante. Quem é leitor veterano aqui do blog, se calhar, até se lembra que durante sete anos frequentei aulas de pintura e posso garantir, com toda a certeza, que estar sentada a pintar, era algo de terapêutico.

 

Não sendo psicóloga, ou coisa parecida, aventuro-me, ainda assim, a propor uma resposta à questão que parece inquietar muitos: afinal de contas, por que é que pintar nos acalma? 

 

Diria que, tal como outras formas de arte, pintar e/ou desenhar exige total concentração e paciência. Há todo um ritual envolvido na escolha dos pincéis, na mistura das tintas, nos tons dos lápis de cor. Um desenho ou um quadro não são instantâneos. (Pelo menos por enquanto) ainda não é possível fazer download de telas com o trabalho que imaginámos já concluído, sem precisarmos de mexer um dedinho.

 

Além disso, enquanto crianças, pelo menos durante a minha geração, éramos incentivados a pintar e a desenhar. Para aprender a tocar piano são necessários anos, mas para "fazer rabiscos" estamos todos mais ou menos habilitados. Sim, existiam (e ainda existem) métodos exageradamente severos quanto a "sair fora da linha". Na escola primária fui ensinada a pintar de uma certa forma e a desenhar de uma determinada maneira, mas, ainda assim para muitos miúdo, como eu, colorir não deixava de ser uma actividade divertida.

 

E então, por que é que os livros de colorir são tão populares?

Como já vimos, seja para adquirir motricidade fina, ou para levar a que se inscrevam todos em Belas-Artes, na escola, os miúdos são incentivados a pintar.

Depois, a actividade de pintar é efectivamente relaxante. Colorir implica ficarmos absorvidos numa atmosfera onde tudo acontece lentamente e cada cor consiste numa decisão ponderada. O que, a meu ver, contrasta com os padrões de instantaneidade e rapidez do mundo contemporâneo. 

 

que é que eu concluo de tudo isto? Que os livros de colorir para adultos são completamente inofensivos. Não os acho ridículos. Se for preciso colocar adultos a preencher bonecos dentro das linhas para se lembrarem do que é não ter pensamentos na cabeça, que seja. Na verdade, não há nada que me lembre mais da minha infância. 

Dos livros que salvam vidas

Em 2015 li o The Silver Linings Playbook de Matthew Quick, Na altura, cheguei a fazer uma review aqui no blog e no goodreads sobre como o livro me tocou de uma forma profunda. Hoje, após ler o post da Graziela, pus-me a pensar novamente na importância que a arte tem e na relevância da literatura enquanto forma criadora de empatia, mas também, de salva-vidas.

 

Em entrevistas de emprego digo sempre que o meu maior defeito é o perfeccionismo. Normalmente os empregadores riem-se, julgam que quero ser delicada e utilizar uma resposta "chapa cinco" (desculpem eu sempre ouvi a expressão assim, nem 3 nem 4, mas 5) em vez de referir problemas "a sério". Mas acontece que a obsessão com o perfeccionismo é um problema. Não só na vida laboral (em que, em pouco tempo, nos tornamos em workaholics fora de controlo) como na vida pessoal também. 

 

Este post parece não ser sobre nada, mas já lá chego. Falei de livros e de perfeccionismo. O perfeccionismo é um problema grave - ou, pelo menos na minha vida tem sido - porque é uma ilusão. Toda a gente comete erros. Qual o discente que não entregou a tese sem uma única gralha, ainda que tenha passado horas, dias e semanas a rever o seu trabalho? Qual o condutor que nunca passou num semáforo vermelho por não conseguir travar a tempo? Frases feitas como "ninguém é perfeito" nunca surtiram qualquer efeito em mim e, até hoje, esta ideia de ter de ser perfeita é algo contra o qual luto. Durante este processo, os livros ajudaram-me muito. 

 

Há dois anos, quando tentei explicar aos meus familiares e amigos o que se estava a passar comigo, ninguém me conseguiu entender. Aliás, tudo o que eu dizia parecia soar de forma errada, como se a minha voz estivesse distorcida, tal como num testemunho televisivo. Nunca tinha dado um nome àquilo que estava a sentir (ansiedade, depressão, fosse o que fosse), porque nunca me tinha acontecido nada de grave na vida. Não passava fome, situação financeira estável, ninguém próximo tinha falecido ou estava adoentado, então por que é que eu não estava bem?

 

Ler o diário de Pat e a sua jornada para encontrar o seu final feliz fez-me perceber que as coisas na minha vida (e na minha cabeça) não estavam bem, mas iam melhorar. Sim não sou perfeita, nem nunca vou ser, vou magoar os outros inconscientemente e não preciso de me sentir culpada por isso. Foi uma epifania. Não possuía nenhum exemplo na vida real de alguém que estivesse a passar pelo mesmo, até porque, como já se sabe, falar sobre saúde mental ainda é um tabu. Mesmo assim, ter um "amigo fictício ", com o qual me consegui identificar, confortou-me e ajudou-me a seguir em frente. 

 

Também já aqui falei do Franny and Zooey do Salinger e de como a frase "I am sick of not having the courage to be an absolute nobody" resume tudo aquilo que senti nessa fase, em que colocava pressão em mim mesma para ser perfeita em todas as facetas da minha vida. A filha perfeita, a amiga perfeita, a profissional perfeita. Quis realmente ser uma "zé-ninguém", não ter responsabilidades, não ter de responder a nada, não ter um estatuto ou gerar expectativas. Quis desaparecer.

 

A Franny, o Pat e tantos outros foram meus amigos. Os livros são amigos. Os livros são valiosos, não só porque nos ajudam a criar empatia por alguém em circunstâncias completamente distintas das nossas, como também funcionam como um reflexo daquilo que somos, ou vamos sendo ao longo da vida. Encontramos em papel (ou no ecrã de um e-reader) uma descrição detalhada dos nossos sentimentos, angústias, alegrias e paixões. E também a motivação necessária para ouvir os sábios conselhos que as páginas gentilmente nos sussurram: Vai correr tudo bem. 

 

Imagem de book, read, and quote

O dia em que deixei de colocar álcool no cabelo

Hoje em dia muito se fala sobre comer saudável: evitar glúten, evitar alimentos geneticamente modificados, etc e tal. No entanto, não tenho ouvido muita a gente a falar sobre aquilo que colocamos na nossa pele e no nosso cabelo. 

 

Há muitos anos que experimento vários tipos de champô no meu cabelo, uns que dizem ser para cabelos longos, outros para cabelos secos, ou cabelos ondulados, várias marcas, vários preços, Porém, nunca estive 100% satisfeita com um champô. Até que comecei a ponderar. Se tinha tanta atenção aos rótulos da comida, por que é que não haveria de ter aos rótulos dos produtos de higiene?

 

 

Após decifrar algumas coisas, entendi que todos os champôs que alguma vez tinha experimentado tinham álcool, sulfatos, parabenos e silicones. Estava a colocar álcool, alumínio, plástico no meu cabelo. Sim, mesmo aqueles que diziam 0% álcool, este era um dos primeiros ingredientes a aparecer.

 

Hoje em dia já não necessito de amaciador ou máscara. Uso apenas o champô na lavagem e serve-me perfeitamente. Ao contrário do que possam pensar, não pago mais por isso. Compro o champô da marca Rampal Latour na Miosótis (um supermercado bio em Lisboa) e um litro fica-me por 10,45€. Sei que nem toda a gente mora em Lisboa, mas aconselho quem queira experimentar, procurar opções em lojas tipo Celeiro. Ajudamos o ambiente e ajudamo-nos a nós próprios. Nunca fiquei mais feliz com o meu cabelo e mais tranquila com a minha consciência.

 

"ganda gajo, ganda entrega"

Há uns tempos li um artigo do expresso que falava sobre como os portugueses saem tarde do trabalho e como a mentalidade do "vou ficar cá até às 20h só para o patrão ver" ainda existe na nossa sociedade. De facto, deixou-me a pensar. Até quado é que as pessoas vão continuar a achar que excesso de carga horária coincide com maior produção?

 

Qando vemos aquelas baratas tontas a correr de um lado para o outro achamos que trabalham muuuuuito e, pior, achamos que isso é bom. Se calhar deviamos pensar que é muitas vezes a tartaruga, que faz as coisas ao seu ritmo, que vence a lebre.

Talvez ela esteja realmente focada no que está a fazer, em vez de ficar horas a mais no escritório só porque sim.

 

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