DO QUE FICA

Os últimos dias têm sido repletos de mudanças de humor quase tão drásticas como as da meteorologia. No entanto, lembro-me sempre deste espaço e de como a escrita consegue ajudar nem que seja por uns minutos.
Tento esvaziar a cabeça e começar de novo. Ainda que custe, ainda que ache que não tenho nada para dizer. Há uma frase que guardo comigo e na qual tenho pensado ultimamente: “Maybe we feel empty because we leave pieces of ourselves in everything we used to love.”
Quando perdemos a alegria nas coisas que amamos, quando sentimos que outros ficaram com todos os pedaços bons da nossa pessoa, é difícil ter entusiasmo para continuar. O mais fácil é acreditar que não sobrou nada, que aquilo que tenho agora para dar está completamente quebrado, que são só migalhas. Segue-se uma sensação de vazio.
Felizmente, há sempre uma mão amiga que nos guia, que ouve os nossos dilemas, que respeita o nosso luto. E percebemos que mesmo que não pareça, algo de bom ficou.
Sonhadora a tempo inteiro e blogger em part-time.
Adora livros, antiguidades e flores na cabeça. Escreve textos pseudo-românticos quando está para aí virada. É fã de dançar ballet na cozinha e cantar no chuveiro. O seu pé direito insiste em ser torto e não há como o emendar.
Nunca recusa uma chávena de chá.






