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Sweet Stuff

Neste blog fala-se sobre livros, viagens, ballet e muito mais.

Qui | 15.02.18

Vejam "A Forma da Água"

A história começa assim: o Jean-Pierre Jeunet e o Steven Spielberg entram num bar...e sai de lá uma pérola: A Forma da Água de Guillermo del Toro. 

No laboratório secreto de alta segurança do governo onde trabalha, a solitária Elisa (Sally Hawkins ) está presa numa vida de isolamento. A vida de Elisa muda para sempre quando ela e a sua colega Zelda (Octavia Spencer) descobrem uma experiência secreta.

 

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Ainda no rescaldo de ter visto este filme há dois dias, aviso já que este post pode ser meio incoerente e eufórico q.b., mas não altero a minha opinião de que todos deviam ver A Forma da Água

Do reportório filmográfico de Del Toro, que me lembre, vi apenas o Labirinto do Fauno: gostei, mas não adorei particularmente (admito que também já lá vão uns anitos). No entanto, este último trabalho do realizador conquistou-me o coração.

 

Fui ao cinema, porque já não ia há imenso tempo e apetecia-me arejar um bocadinho. Vi em casa o que estava em cartaz e a sinopse deste despertou-me a atenção. Zero expectativas. Saí da sala de cinema com o coração apertado e aquela vontade de que o filme voltasse ao início e pudesse ver tudo novamente.  

 

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É um pouco difícil explicar por que é que este filme é maravilhoso, dado que adorei tudo (mas vá, eu tento).

Em primeiro lugar: a cenografia, os ângulos, a caracterização: A maneira como a vida de Elisa é retratada, a par da música de Desplat e do filtro meio amarelo, fez-me lembrar os filmes do Jean-Pierre Jeunet como a  Amélie. A própria Elisa lembra-me um pouco a Amélie: uma heroína tímida e atípica, mas com uma curiosidade que a leva a outros mundos.

 

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Depois temos um argumento original incrível: nada na experiência secreta parece pouco natural ou forçado. Os elementos de "ficção científica" encaixam perfeitamente na história e não surgem como uma situação absurda.

Existem, também, outros detalhes que falam mais alto (para mim pelo menos): tendo em conta que o filme se passa num cenário de Guerra Fria existem personagens que fazem papel de soviéticos. Pelos vistos o Guillermo del Toro teve daquelas ideias fantásticas: Em vez de colocarmos actores americanos a falar com sotaque russo que tal colocá-los realmente a falar russo? Aleluia! Que às vezes esta estratégia do colocar-a-falar-com-sotaque-ridículo-em-vez-de-falar-a-própria-língua-porque-dá-muito-trabalho só me lembra o Brad Pitt no Sacanas sem Lei.

 

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A prestação de Sally Hawkins é simplesmente cativante (ganha-me esse óscar miúda!) e a mensagem do filme é intemporal. O amor, tal como a água, está em todo o lado. Adapta-se a qualquer forma e as maneiras em que surge e os corpos em que se molda são, muitas vezes, o menos importante.

"Unable to perceive the shape of You,

I find You all around me.

Your presence fills my eyes with Your love, It humbles my heart,

For You are everywhere..."

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