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Neste blog fala-se sobre livros, escrita criativa, ballet para adultos e muito mais.

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E vocês, já leram hoje?

No Dia Mundial do Livro, mais do que promoções e compras, desejo-vos leituras.

 

Leiam de manhã, leiam à noite, leiam debaixo dos lençóis, leiam em plena luz do dia

Leiam histórias tristes, de amor, de horror e de rir à gargalhada

Leiam na natureza, leiam à chuva, leiam enquanto a massa coze e enquanto o autocarro não passa

Leiam nos transportes, leiam na piscina, leiam baixinho e em voz alta

Leiam sozinhos, ou acompanhados

Leiam a alguém uma história para adormecer

Leiam quando estão felizes e quando a vida não presta

E se a dúvida surgir, haverá sempre um livro para ler.

 

Já leram hoje?

 

Imagem de book

Não acontece só aos outros

austin-chan-275638-unsplash.jpg

 

No ido ano de 2012 popularizou-se a expressão YOLO. Este Só se vive uma vez parecia justificar qualquer comportamento: bebe até colapsares YOLO! Come o bolo todo até vomitares YOLO! e por aí em diante.

 

É claro que isto de "aproveitar a vida" não é uma ideia nova, é mais uma pressão que os jovens sentem desde muito cedo. No entanto, não deixa de ser verdade: é importante não adiar sonhos e objectivos, porque o amanhã pode, realmente, não existir.

 

Deu-me para falar sobre isto, porque um familiar meu teve um acidente. Na altura a primeira coisa que pensei foi: e se este fosse o último dia? Não estou a tentar ser dramática, foi mesmo isso que senti. Está tudo bem, está sempre tudo bem enquanto acontecer aos outros, mas quando acontece connosco ficamos sem chão

 

Felizmente não foi nada de grave, foi mais um daqueles milagres de 1 em não sei quantos milhares, mas marcou-me. Desde então que tento fazer um esforço contínuo para não adiar nada. Não adiar abraços, não adiar pedidos de desculpa, não adiar piqueniques no jardim, ou idas à praia, porque se só vivemos mesmo uma vez, não quero adiar viver.

Regina Spektor, Piano & Carbono

Na semana passada regressei a uma das minhas lojas preferidas: a Carbono. É uma loja de discos que fica perto da Av. da Liberdade e tem uma variedade enorme de vinis e cd's. Não vou lá lá muitas vezes, para não ficar tentada a comprar tudo e mais alguma coisa, mas na minha última visita tive mesmo de trazer comigo o Far da Regina Spektor, um dos meus álbuns preferidos de sempre. 

 

regina1.png

 

(Re)ouvir este álbum deu-me vontade de voltar ao piano, por isso sentei-me ao teclado e refresquei a memória de algumas melodias que aprendi quando estava a ter aulas Senti-me motivada para voltar a tocar e, por isso, agora, ando à caça de livros que me possam ajudar a aprender a ler partituras e a juntar as duas mãos. Descobri dois que me parecem bastante úteis: How to Read Music de Roger Evans e The Leila Fletcher Piano Course Book. Na verdade é como a Inês disse, temos mesmo de saber "roubar tempo" para nos podermos dedicar às coisas de que mais gostamos. 

 

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O meu pai continua a perguntar-me com aquele ar de espanto: "mas alguém ainda compra cd's?!?" e eu respondo que sim, quando na verdade sei que faço parte de uma minoria. Possuo agora os meus dois álbuns preferidos de Regina Spektor. No entanto, ainda quero adquirir o Begin to Hope (que não encontrei lá na Carbono) Fica para o próximo passeio por Lisboa. 

 

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Se tiverem recomendações de livros para aprender a tocar piano deixem nos comentários por favor!

Dicas para quem faz telefonemas

Se por acaso cresceram com outros seres humanos (aqueles a que chamam de família/amigos) e, eventualmente, têm uma daquelas coisas chamadas empregos, devem já ter reparado que lidar com pessoas é assim um bocadiiiiinho desafiante.

 

Admiro e respeito IMENSO quem trabalha em atendimento ao público (call-centers e caixas de supermercado this is for you), porque 1) têm a paciência que, por vezes, a mim me falta 2) todos nós sabemos o que é lidar com clientes brutos, mal-educados, ou que simplesmente não estão a ter o melhor dia das suas vidas e decidem usar-nos como saco de pancada (not cool, not cool at all). 

 

 

Se o vosso trabalho implica lidar com outros seres humanos desconhecidos através de linhas telefónicas eis algumas dicas de uma total hiper-mega-magnífica especialista (não em lidar com pessoas, mas sim em fazer listas parvas ok?).

 

1) Confirmem sempre se o número para que estão a ligar está correcto. Não há nada mais constrangedor do que querer falar com o Ministério da Educação e atender-vos a Dona Amélia da pastelaria. 

 

2) Antes de ligarem para qualquer sítio e, principalmente se tencionam falar com uma pessoa em específico, verifiquem se os contactos estão actualizados. As sedes de empresas mudam e nem toda a gente fica no mesmo emprego para sempre. Pesquisem e informem-se.

 

3) Preparem-se para lidar com aquilo que há de mais português neste mundo: títulos para tudo e todos. Na dúvida toda a gente é doutor; ou engenheiro; ou arquitecto. Se estiverem a ligar para um sítio mais low profile Sr. e Srª é, normalmente, seguro. A saber: uma miúda de 15 anos é uma senhora e uma velhota de 94, também é uma senhora. O "menina" é bonito, mas não profissional.

 

4) Vão ouvir muita música (Eine kleine Nachtmusik do Mozart e a Primavera do Vivaldi são clássicos que não saem de moda), mas do outro lado não queremos que oiçam nada de desagradável, ou despropositado. Por isso, muito cuidadinho quando estão em espera e colocam o telefone em alta-voz. Não vá a pessoa atender e estão vocês alegremente a contar ao colega sobre o pé de atleta que apanharam na piscina do ginásio.

 

5) Sejam simpáticos. Parece óbvio, mas nem sempre é fácil. Ainda que pareça que ninguém vos quer ajudar há sempre uma luz ao fundo do túnel (e um segurança com quem desabafar).

Hurts so Good: o hino dos anos 80 sobre exercício físico

Na escola nunca fui grande fã de Educação Física. Sei que isto parece um cliché de 70% dos indivíduos de sexo feminino, mas não deixa de ser verdade. Aquilo que eu gostava era de correr, voleibol era, para mim, o desporto mais idiota alguma vez criado, basquetebol ainda se tolerava e badminton nunca deixou de ser muito divertido.

 

Já aqui contei que, após terminar o liceu, tentei, durante anos, encontrar o tipo de exercício "certo para mim". Experimentei várias modalidades (sem grande sucesso) até regressar ao meu amor de infância: o ballet. Até ter começado as aulas ballet para adultos não entendia o que é que as pessoas queriam dizer com "dói, mas sabe bem". Como assim? Fazer abdominais é horrível, flexões nem se fala, como é que alguém pode gostar de ficar com dores depois de ir ao ginásio? 

 

Agora entendo. A música do Mellencamp, afinal, não é sobre engatar uma miúda, ele está é a descrever a "dor boa" que sente depois de mais um dia a malhar no gym. 

 

Estou feliz em admitir que o ballet para mim adequa-se na categoria de hurts soo good. Já não me queixo em fazer abdominais, treinar força de braços, ou levantar pesos. Tudo isso ajuda-me a tornar uma melhor bailarina. Ainda que não queira fazer do ballet profissão é verdade que quando uma pessoa está activa sente-se, incrivelmente, bem.

 

Sim, já posso dar a mão à palmatória e dizer que vá...até compreendo "os maluquinhos do exercício", eu se não me ponho a pau ainda me torno a maluqinha da dança. 

 

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Quando nos sentimos a tartaruga no meio das lebres

Toda a gente sabe quem ganha a corrida certo? Então para quê andarmos a compararmo-nos aos outros? 

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Fonte da imagem

 

Qualquer pessoa que pratique uma actividade física (por gosto, para ser mais saúdavel, para perder peso, independentemente do motivo) sabe que isto de colocar um corpo a mexer é um caminho feito de altos e baixos. Quando comecei a praticar ballet no final de 2016 sabia que não ia ser fácil, mas estava motivada para aprender e para melhorar.

 

Eu adoro ballet, adoro dançar, mas nos últimos tempos tenho lutado para não me sentir a tartaruga no meio das lebres. Apesar de, saber que o progresso é lento e que os resultados custam a chegar, principalmente numa actividade que exige tanto de nós como este tipo de dança, por vezes sinto que estagnei, como se todos corressem velozmente e eu andasse a passo de caracol.

 

Serve este post, não só para desabafar, mas também para lembrar quem, eventualmente, estiver numa situação semelhante que o pior erro que podem cometer é comparar-se aos outros. Todos nós ouvimos isto, mas por vezes caimos no cliché, ficamos a olhar para pessoas que treinam há 500 anos e a pensar "quem me dera" como se o sucesso fosse algo assim, instantâneo, desejamos e cai-nos do céu.

 

Decidi que não vou mais ficar desmotivada por este ser um caminho difícil. Há dias em que vou à aula e sinto-me a Svetlana Zakharova do sítio e há outros em que parece que nem um plié sei fazer. Faz parte. É certo que estou muito longe de ser uma prima-bailarina, mas isso não me impede de continuar a dançar e de treinar regularmente. Afinal de contas é a quem pratica que os resultados chegam e no fim da história quem ganhou a corrida foi mesmo a tartaruga.

Acabar um livro ou não: eis a questão

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Fonte da imagem

Para mim, ler foi sempre uma fonte inesgotável de entretenimento. Nunca me foi negado acesso à literatura, tive o meu primeiro cartão da biblioteca aos onze anos e com certeza que a minha vida seria muito menos risonha sem o prazer que encontro, desde pequena, na  leitura. É verdade que tive de ler "por obrigação" em contexto académico, mas, ainda assim, nunca deixei de gostar de ler.

 

A primeira vez que me lembro de não ter conseguido terminar um livro foi quando tinha os meus doze/treze anos. Não conseguia entrar naquele mundo, nem conectar-me com as personagens. Deixei o livro de lado e segui com a minha vida. Simples, certo?

 

A verdade é que, para mim, a questão: devemos acabar de ler todos os livros que começamos? é um dilema daqueles mesmo complexos. À primeira vista pode parecer absurdo forçarmo-nos a ler algo de que não estamos a gostar. No entanto, comecei a notar que, nas raras vezes em que me surge a vontade de desistir de um livro, começo sempre por me culpabilizar. Serei demasiado inculta por não entender este autor que todos adoram? Já li outro deste escritor que adorei, por que é que não gosto deste? Já estou a meio, o que me custa agora acabar?

 

Tentei entender as causas por detrás do meu desentusiasmo com o livro Blind Willow, Sleeping Woman do Murakami. É uma colectânea de contos pela qual me fui desinteressando gradualmente. Dos primeiros ainda gostei, mas à medida que ia avançando ia perdendo cada vez mais a vontade de ler. Após alguma reflexão apercebi-me de que era simplesmente estúpido estar a tentar ler só porque tinha gostado da metáfora x na história y ou de outro livro que tinha lido do autor.

 

Se também levam a desistência de livros demasiado a sério (como eu) pensem apenas no seguinte : a vida é demasiado curta para lermos livros de que não gostamos. Não interessa se é um clássico ou um romance de cordel, se não está a ser uma experiência agradável é perfeitamente válido não terminar o livro. Por agora os meus tempos de masoquismo literário terminaram, talvez daqui uns tempos faça as pazes com o Murakami.

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