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Sweet Stuff

Neste blog fala-se sobre livros, viagens, ballet e muito mais.

08.04.21

EM DEFESA DAS MÚSICAS TRISTES

Para muitos o conceito de ouvir músicas tristes quando se está em baixo pode parecer bizarro. Para quê deprimir, quando já se está deprimido, certo? Bem, a verdade é que eu adoro as chamadas "músicas tristes". De facto, não só gosto de músicas tristes, como preciso de as ouvir especialmente quando a vida não me sorri.  Há uma certa qualidade catártica em permitirmo-nos escutar deliberadamente uma música triste. Torna-se ainda mais pertinente nos momentos em que a vida nos (...)
09.02.21

SEREI O FARDO, OU O BURRO QUE O CARREGA?

  Trezentos dias depois...quebrei. Tranquei-me na casa de banho, olhei para o espelho e desatei a chorar. Chorei de frustração, de raiva, de medo e, sim, de pura tristeza. Sei bem que não sou a única que está farta do bicho, mas ainda não tinha ficado abalada desta maneira. Quando consegui parar de chorar, fiquei a pensar em como toda a preocupação que sinto prende-se com os únicos dois modos nos quais opero. A culpa consome-me, porque ora sinto que sou um fardo para os outros, (...)
20.07.20

AOS BLOGS QUE NUNCA MAIS LI

  É já sabido que sou uma saudosista dos blogs. Bem sei que há mais na vida para além da blogosfera, bem sei que há mil e uma razões para alguém começar e terminar um blog, ainda assim, há dias em que penso nos blogs que nunca mais li. Não por vontade própria, mas porque foram desaparecendo. Lembro-me da época dourada dos blogs. Uma altura em que se partilhavam pedaços de vida, pensamentos íntimos, trocavam-se impressões sobre os textos que escrevíamos. Sentia-me parte de (...)
16.07.20

NÃO ESPERO MAIS POR NINGUÉM

  Não espero mais por ninguém. Já o fiz demasiadas vezes. Chega de permanecer imóvel por medo e acabar desiludida, frustrada e com esta sensação de desconforto de ver a vida a passar à frente dos olhos. Canalizei toda a minha generosidade e amor para os outros. A comprometer, a ceder, a apaziguar, a apagar fogos que nem deveriam existir.  Para quê? Para conseguir separar o trigo do joio, claro. Não posso dizer que não tenha sido uma valente lição. Ainda assim, esta inércia. (...)
03.02.20

BALÕES SEM HÉLIO

Na procura da metáfora perfeita que traduza este sentimento lembrei-me das festas de aniversário lá em casa. Aquelas em que havia comida e alegria em abundância. Em que não entrava a dor, a morte, ou as suas vizinhas. Entravam os nossos vizinhos, isso sim. Lembrávamo-nos sempre de os convidar. Mera simpatia? Não sei, mas creio que se divertiam connosco. Quando a festa acabava, quando a mãe começava a recolher os pratos com migalhas de pão de ló, as taças com resquícios de (...)