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Sweet Stuff

Neste blog fala-se sobre livros, viagens, ballet e muito mais.

Ter | 27.08.19

VI 'O REGRESSO DE MARY POPPINS' E...ODIEI?

O Regresso de Mary Poppins (2018)

 

Aviso à navegação: não me sinto confortável em vir para aqui falar sobre filmes.

 

A questão é que eu não sou uma especialista na matéria e não tenho a eloquência de alguém como a Inês

Na verdade, sempre me identifiquei com o nome da rubrica de cinema da Mula: "uma espécie de review de alguém que não percebe nada disto." Com os livros sinto-me mais à vontade, porque consumo mais, mas com os filmes nem por isso.

Ainda assim, depois de ver O Regresso de Mary Poppins, senti-me na necessidade de vir aqui desabafar, por isso cá vai.

 

Tenho de começar por dizer que eu gosto de filmes de animação. Considero-me alguém pouco snob em relação a filmes com orçamentos milionários como os dos estúdios da Disney. Fico sinceramente feliz por haver dinheiro para fazer coisas em grande escala e bem feitas que, com orçamentos menos chorudos, nem sempre se consegue.

E gosto de musicais. Não adormeço em musicais. Não me aborreço com as cantorias. Sei as letras de cor do My Fair Lady, Singing in the Rain, The Sound of Music, The Wizard of Oz,  entre tantos outros. 

E, ainda que não tenha visto muitos, não desgosto dos filmes musicais modernos. Gostei das músicas do A Star is Born de 2018. Aprecio a banda sonora do La, La, Land (2016). Adoro, adoro e adoro o Into the Woods (2014). 

 

Em suma, posso dizer que musicais são a minha "cena". 

 

Por isso, tinha todas as razões para pensar que ia gostar deste regresso da Mary Poppins. Estava convencidíssima que sim. Já me tinha comprometido a não comparar a Emily Blunt com a Julie Andrews, nem tentar criar paralelos entre os dois filmes. Fui de cabeça arejada e expectativas moderadas.

Detestei. 

Tentei perceber, porque é que não me estava a agradar e depressa compreendi.

Não há magia.

Não senti aquela magia que os musicais nos despertam, aquele suspiro quando nos lembramos da infância e de um mundo mais simples, de um ritmo mais lento.

As canções sucediam umas às outras, sem dar tempo de nos conectarmos com as personagens, ou perceber os seus motivos. A Mary Poppins pareceu-me um tanto ridícula. Um sotaque incrivelmente posh sim, mas nada de místico, ou particularmente surpreendente acerca desta personagem tão icónica.

Eu, que nunca adormeço em filmes, dei por mim com sono, a pensar quando é que ia acabar...

 

Se ainda não viram o filme, não se desiludam! Não só estou longe de ser uma autoridade em cinema, como faço claramente parte de uma minoria - o consenso geral em relação ao filme parece ser muito positivo

No entanto, para mim, pura e simplesmente não resultou. Talvez tenha sido CGI a mais e humor a menos, mas nem o Dick Van Dyke me conseguiu salvar este filme.

 

Entretanto, vou-me resignar a ser uma nostálgica puritana e voltar a ver o Mary Poppins de '64 - o único que me faz verdadeiramente sonhar. 

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